Entregador é impedido de usar elevador de condomínio no RJ
Jovem gravou toda a situação e prestou queixa na delegacia, onde o caso foi registrado como injúria por preconceito
Um entregador foi impedido de utilizar o elevador social por uma moradora de um condomínio no bairro Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.
O jovem, identificado como João Eduardo Silva de Jesus, de 18 anos, realizava a entrega de água para um dos moradores do prédio quando foi impedido de subir no elevador por uma outra moradora.
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Um vídeo gravado pelo próprio entregador, com sete minutos de duração, mostra o momento em que a mulher pede para que ele utilize o elevador de serviço e afirma que ele “não vai subir”. O jovem responde que não vai sair do elevador e destaca que não pode ser impedido de usar o equipamento.
“Não tem mais elevador de serviço, não existe. Isso é uma lei. Se a senhora não sabe, está sabendo agora. Eu vou subir, sim”, afirmou.
Desde 2003, é vedada qualquer forma de discriminação no acesso aos elevadores no Rio de Janeiro, a partir da Lei Municipal 3629/2003. O texto proíbe “discriminação em virtude de raça, sexo, cor, origem, condição social, idade, porte ou presença de deficiência e doença não contagiosa por contato social no acesso aos elevadores existentes no Município do Rio de Janeiro”.
A gravação feita por João também mostra a moradora segurando o elevador para as portas não fecharem. Duas mulheres chegam ao local durante a discussão, e o entregador explica a situação. Uma delas ainda pergunta à moradora por que o homem não pode utilizar o mesmo elevador.
O porteiro do prédio foi chamado e quando chega pede para que o entregador saia do elevador para evitar mais discussão. Mesmo após sair do equipamento, o vídeo ainda registra a mulher discutindo com as moradoras que tentaram ajudar o entregador.
De acordo com informações do g1 Rio de Janeiro, João prestou queixa na delegacia. O caso foi registrado como injúria por preconceito.
“Ela fez tanta questão de uma coisa tão fútil, sabe? Um pouco pela minha cor também e pela classe social, talvez por eu ser entregador. É triste, é desgastante também. Desgaste emocional, estou um pouco abalado. A gente acorda cedo para trabalhar, para correr atrás do pão de cada dia e se depara com pessoas assim”, afirmou em entrevista ao RJ2, da TV Globo.
Ainda segundo o g1, o condomínio residencial Aroazes lamentou o caso e afirmou que os elevadores são liberados para o uso de todas as pessoas.
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