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Falta de patrocínio ameaça realização do Réveillon em Salvador

Prazo curto para decidir sobre a realização da festa atrapalha as negociações
10:54 | Nov. 09, 2021
Autor Correio 24 horas
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Um outro fator, além da pandemia, se tornou um obstáculo para a realização da festa de Réveillon em Salvador: os patrocinadores. A demora em decidir se a festa vai ser realizada ou não dificulta o processo de fechar o contrato com patrocinadores.

Segundo o prefeito Bruno Reis, 45 dias é um prazo curto para conseguir fechar um patrocínio. "A gente sempre teve uma política onde o privado assumia toda a despesa. É difícil a uma altura dessa buscar um patrocinador para um evento daqui a 45 dias até porque tem todo um trabalho de marketing que é importante e que justifica o patrocínio. Esse é um problema para o réveillon também, sendo que temos as condições sanitárias como o mais importante a ser considerado para a realização do evento", explicou o prefeito.

Bruno ressaltou que sem patrocínio, a festa não será realizada. "Se não tiver um patrocinador para pagar a festa, não tem como ser feito. Quanto mais demora, mais difícil é de achar um patrocinador", afirmou.

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O prefeito também falou da realização de outras festas grandes em Salvador, como a Lavagem do Bonfim e o Carnaval. Segundo ele, conforme os eventos forem ocorrendo, será possível avaliar como a pandemia está se comportando e analisar a realização da Lavagem do Bonfim.

Bruno citou que os números da pandemia em Salvador continua em queda. "Os números em Salvador estão caindo pelo avanço que nós temos na vacinação. Temos 80% [da população] com a segunda dose, mais de 200 mil com a terceira dose. Os números de ocupação de leitos baixíssimos. Ainda há leitos abertos, leitos com a proporção bem menor. Hoje tem 20 leitos de UTI, e aí os 35% de ocupação representam 7 pessoas internadas", disse.

Carnaval

 


Sobre o Carnaval, o prefeito voltou a afirmar que a decisão será tomada em conjunto, a partir de uma conversa com o governador Rui Costa. Ele alertou que a festa é de extrema importância para a economia da cidade e que caso não ocorra em Salvador, pode haver uma exportação de artistas para outras cidades.

"Se não tiver carnaval aqui, outros lugares vão fazer, os artistas vão sair daqui para se apresentar para lá. e quem tiver condições de viajar, também vai. se pegar covid lá, vai trazer de volta pra cá", disse.

Ainda de acordo com Bruno, a prefeitura está com planejamento pronto para fazer a festa.

Do Correio 24h para a Rede Nordeste

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