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Inscrições para o Sisu começam nesta terça-feira

Autor - Agência Brasil
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Estudantes de todo o país que participaram da última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que pretendem estudar em uma universidade pública podem se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) a partir desta terça-feira (3).

Desenvolvido e administrado pelo Ministério da Educação, o sistema é usado para selecionar os candidatos a vagas em instituições públicas de ensino superior a partir das notas obtidas no Enem.

O prazo de inscrições para o segundo processo seletivo de 2021 se encerra na próxima sexta-feira (6). Para participar da seleção, os interessados devem ter obtido nota maior que zero na redação do Enem e não ter participado do exame na condição de treineiro.

Na página do sistema é possível consultar as vagas disponíveis, pesquisando por cidades, cursos e instituições. No momento da inscrição, o candidato poderá escolher até duas opções de curso. Será possível alterar as opções durante o período das inscrições.

Conforme o cronograma divulgado pelo ministério, o resultado da seleção será divulgado no dia 10 de agosto. As matrículas serão abertas no dia 11, se estendendo até o dia 16 de agosto. De 10 a 16 de agosto, estarão abertas as inscrições para a lista de espera por vagas remanescentes, cujos contemplados serão anunciados no dia 18.

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Ceará e mais oito estados reiniciam ensino presencial nesta segunda-feira

Educação
2021-08-02 07:38:00
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No segundo semestre deste ano, mais escolas públicas e particulares deverão retomar as atividades presenciais. A volta às salas de aula ocorrerá de forma diferente em cada localidade. O ensino remoto ainda deve seguir, mesmo que junto com o presencial, para evitar aglomerações. Para que as escolas sejam reabertas da forma mais segura possível, segundo especialistas, além de cumprir os demais protocolos de segurança, uma atitude faz toda a diferença: que todos usem máscaras da maneira correta, cobrindo o nariz e a boca.  

Segundo levantamento feito pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), atualizado na última quinta-feira (26), pelo menos nove estados e o Distrito Federal definiram os calendários ou sinalizaram a volta ao ensino presencial ao menos para uma parcela dos estudantes neste segundo semestre. Esses estados são Acre, Alagoas, Ceará, Sergipe, Goiás, Piauí, Roraima, Tocantins e Mato Grosso do Sul. 

Eles se somam a Amazonas, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, que já retomaram este ano alguma atividade presencial. Os demais estados ainda estão sem definição. As redes públicas estaduais concentram as matrículas do ensino médio e dos anos finais do ensino fundamental, do sexto ao nono ano. 

Entre as redes municipais, o último balanço divulgado pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) mostrou que cerca de 16% das redes já retomaram o ensino presencial em 2021. A maioria em modelo híbrido, ou seja, mesclando aulas presenciais com o ensino remoto. As redes municipais são responsáveis, por sua vez, pela creche, pré-escola e ensino fundamental até o quinto ano. 

Entre as escolas particulares, a reabertura, de acordo com balanço da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), já é permitida em todos os estados. Cabe às escolas, de acordo com o contexto local, definir como se dará a retomada conforme as necessidades dos alunos e das famílias.

Orientações para a reabertura  

 

Visando orientar escolas e redes de ensino no retorno às atividades presenciais, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou, em julho deste ano, um parecer com esclarecimentos sobre cumprimento de carga horária, formação de professores e outras questões. O documento, aprovado por unanimidade, aguarda a homologação do Ministério da Educação (MEC). 

“O CNE reconhece, em primeiro lugar, que a pandemia não acabou”, disse o conselheiro Mozart Neves Ramos. “A primeira [recomendação] é o controle sanitário e a vacinação, para o retorno seguro ao presencial. Recomendamos fortemente esse retorno presencial, porque os danos de aprendizagem que estão aí são muito preocupantes”, acrescentou. 

O Conselho recomenda, ainda, que seja feita uma avaliação diagnóstica para saber a situação de cada estudante e o que pode ser aprendido até o momento. A orientação é que as escolas sigam a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que reúne o mínimo que deve ser aprendido a cada ano, como o essencial que deve ser passado aos estudantes. 

O ensino remoto, segundo Ramos, deverá permanecer, seja para que estudantes intercalem aulas presenciais com a distância para evitar aglomeração, seja para recuperar conteúdos que não foram aprendidos até o momento. Para isso, os professores devem também ser formados. 

“Uma recomendação forte do CNE para o ensino híbrido [que mescla presencial e remoto]. Não dá para fazer como se fez no ano passado. No ano passado, era o que tinha. Os professores foram para a luta sem estar preparados. A consequência foi, mesmo para quem teve a oportunidade de acesso ao ensino híbrido, situações muito a desejar, porque não tínhamos nem material adequado para isso”. 

Uso de máscaras 

 

Usar máscaras de boa qualidade e da maneira correta, bem justas ao rosto, cobrindo o nariz e a boca, reduz o contágio por covid-19 nas escolas significativamente, de acordo com estudos do projeto ModCovid19. Por meio de simulações, o grupo de estudos concluiu que, sem os devidos cuidados, com o uso de máscaras de pano finas que não retêm as partículas apropriadamente, o risco de contrair a doença aumenta 1.141%. 

Caso os professores utilizem todos máscaras do modelo PFF2, adequadamente, cobrindo o nariz e a boca, e os estudantes usem corretamente máscaras de pano de boa qualidade - mais grossas, com duas camadas de tecido - o percentual de contágio cai para 39%. 

“Se estamos em um ambiente fechado, como são muitas salas de aula, a maior linha de infecção é inspirando partículas virais que estão no ar”, explicou o bolsista Marie Curie, na Universidade de Roma Guilherme Goedert, que integra o grupo de estudos e é responsável pelo desenvolvimento do modelo de simulação. “É a nossa recomendação de ouro, tudo que a gente testou funcionou muito melhor com professores com PFF2”, ressaltou. 

Goedert disse que os professores circulam entre as turmas e são também os que mais falam em voz alta, expelindo mais partículas no ambiente e facilitando a disseminação da covid-19 caso sejam contaminados, por isso precisam dessa proteção. 

A recomendação para os alunos é uma máscara de tecido grosso que se ajuste bem ao rosto. “Pode usar [máscara] de pano, mas tem que ser de boa qualidade e tem que se ajustar bem ao rosto, senão não é efetiva. Se puderem, havendo de pano e descartáveis, juntando ambas, estudos mostram que aumenta bastante o poder de filtragem com o uso das duas máscaras juntas”. 

Além do uso de máscaras, a circulação do ar nas salas, por meio de janelas e portas abertas; a divisão dos estudantes em grupos que se alternam entre aulas presenciais e remotas, para reduzir aqueles que ficam nas salas; e o rastreamento de casos - se houver caso na família, o estudante deve ser afastado por 14 dias. Se o aluno ficar doente, o grupo presencial dele deve ser todo afastado - são medidas que aumentam a segurança no retorno às aulas.  

“Estamos reabrindo as escolas quando uma nova variante está chegando. Precisamos reabrir? Precisamos. Mas, precisamos ter cuidado em como fazer isso”, disse o pesquisador.  

O ModCovid19 é um grupo de estudos formado por pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos (ICMC), Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica da Unicamp (Imecc), do Instituto de Matemática Pura e Aplicada do Rio de Janeiro (Impa), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Rio). 

Cuidados com o emocional 

 

Além de todos os cuidados para evitar a disseminação, outro cuidado será necessário nesse retorno: o emocional. Para a gerente de projetos do Instituto Ayrton Senna e especialista na área de Formação de Educadores, Silvia Lima, a relação entre as escolas e as famílias será fundamental para o processo de readaptação dos estudantes no retorno às atividades escolares presenciais e servirá como importante ponto de apoio no cuidado emocional de todos. 

“Famílias e professores devem considerar não apenas como se dará a retomada dos conteúdos pedagógicos, que estará definida nos planos de retorno e readaptação à rotina escolar, mas também ao cuidado socioemocional. Contudo, será preciso cuidar das emoções e sentimentos da equipe escolar e dos estudantes, retomando os processos de ensino e aprendizagem com base no acolhimento e empatia”, disse.

Este é, de acordo com Silvia, um momento importante para que se trabalhe nas escolas as chamadas habilidades socioemocionais, que estão previstas inclusive na Base Nacional Comum Curricular. “Sendo as competências socioemocionais as capacidades individuais das pessoas que se manifestam por meio dos pensamentos, sentimentos e comportamentos, é possível aproveitar  para aliar as competências socioemocionais a uma rotina de sala de aula e trabalhar não só com os estudantes, mas também com os educadores. Foco, empatia, respeito, tolerância ao estresse, imaginação criativa, organização e outros [fatores] serão importantes para essa retomada”, explicou.  

O instituto elaborou um guia com dicas para a acolhida pós isolamento social, que está disponível na internet.

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Encceja: Inep disponibiliza apostilas para estudo

Educação
2021-08-02 07:22:48
Autor Agência Brasil
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Milhares de pessoas em todo o país deverão fazer, no dia 29 de agosto, as provas do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). O exame é voltado para quem não concluiu os estudos na idade apropriada. Por meio do Encceja, os participantes têm a oportunidade de conseguir a certificação tanto para o ensino fundamental quanto para o ensino médio. 

O exame, que estava inicialmente marcado para o dia 25 de abril, foi adiado devido ao agravamento da pandemia da covid-19 no Brasil. Ao todo, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 1,6 milhão de participantes estão confirmados. Os gabaritos das provas deverão ser divulgados no dia 1º de setembro. 

Para quem está se preparando para as provas, na página do Inep estão disponíveis apostilas gratuitas, além das provas de anos anteriores e dos respectivos gabaritos. 

Aqueles que desejam obter a certificação do ensino fundamental farão provas de ciências naturais e matemática pela manhã e de língua portuguesa, língua estrangeira, artes, educação física, redação, história e geografia, à tarde. Para obter essa certificação é necessário ter pelo menos 15 anos completos no dia do exame. 

Os que desejam um certificado do ensino médio responderão a questões de ciências da natureza e matemática pela manhã e linguagens, redação e ciências humanas à tarde. Para fazer essas provas, é preciso ter pelo menos 18 anos completos. 

De acordo com o Inep, além de possibilitar que os estudantes sejam certificados e sigam adiante em suas trajetórias educacionais, o exame oferece parâmetros para autoavaliação que podem orientar os inscritos na continuidade da formação e na colocação no mercado de trabalho.

Os resultados do Encceja também são usados como referência nacional de avaliação. O exame possibilita, por exemplo, que os gestores educacionais utilizem esses dados para entender o cenário educacional e evitar que estudantes se atrasem na formação ou mesmo que abandonem os estudos.

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Anima entra no setor de moradia estudantil e planeja investir R$ 800 milhões

ECONOMIA
2021-07-31 10:12:16
Autor Agência Estado
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A gestora de recursos imobiliários VBI Real Estate e o grupo Ânima Educação acertaram nesta semana o maior acordo já registrado no jovem mercado brasileiro de moradias estudantis. A parceria prevê que a VBI vai construir até 15 prédios de residências, com 5 mil camas nos próximos sete anos, com um investimento que poderá totalizar R$ 800 milhões.
Juntas, as empresas selecionaram uma lista de quatro cidades - não reveladas por enquanto - que receberão os primeiros empreendimentos. Em média, cada imóvel terá cerca de 250 quartos. O aluguel é cobrado por cama e vai de R$ 1,5 mil (cômodo coletivo) a R$ 3 mil (individual).
Os desembolsos nos projetos serão feitos pela VBI e colocados em prática pela Uliving, empresa de moradias estudantis fundada em 2012 pelos empreendedores Celso Martineli e Juliano Antunes. A startup tem como sócias a própria VBI, além da britânica Grosvenor Group. Uma unidade já pronta da Uliving em Santos (SP) também será incluída no pacote.
Caberá à Ânima garantir a demanda, encaminhando seus estudantes para esses imóveis. A companhia pode, inclusive, bancar o aluguel das unidades caso não apresente os inquilinos esperados. O grupo é dono da São Judas, do Centro Universitário Una e do UniBH, entre outros, reunindo 330 mil estudantes - escala de que o negócio precisa.
Inédito
É a primeira vez no Brasil que um grupo educacional fecha parceria dessa magnitude para oferecer moradias a universitários - algo bastante comum nos EUA e na Europa. Segundo o Ministério da Educação, o Brasil tem cerca de 8,5 milhões de universitários. Estima-se que um quinto tenha saído da casa da família para estudar - é justamente esse o mercado em que as empresas estão de olho.
"Essa aliança é totalmente inédita e exclusiva no Brasil", destacou o CEO da Ânima, Marcelo Bueno. Segundo ele, a inovação atenderá um público cada vez maior de alunos da companhia, especialmente nos cursos de Medicina e Saúde, além dos jovens que mudaram de cidade.
A Uliving é pioneira no ramo e tem cinco edifícios em operação, com 2,3 mil leitos. Se a parceria com a Ânima for cumprida na íntegra, a Uliving vai triplicar o seu portfólio. "É uma parceria estratégica, porque ainda estamos desbravando um mercado pouco explorado", disse o sócio da VBI, Rodrigo Abbud.
Como faltam dados sobre o funcionamento local desse mercado, o acordo só foi possível porque a Ânima abraçou a ideia e se dispôs a compartilhar dados sobre sua base de alunos.
O setor ainda tem poucos grupos organizados. Outro nome em crescimento é a Share, da incorporadora Mitre Realty em parceria com a Redstone Residential. A empresa tem três edifícios universitários, nos bairros da Consolação, Vila Mariana e Butantã - nas vizinhanças de Mackenzie, ESPM e USP, respectivamente.
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Clarice em classe

2021-07-31 00:30:00
Autor Lúcio Flávio Gondim
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Lúcio Flávio Gondim Autor
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Tipo Opinião

Conheci Clarice Lispector no meio do Ensino Médio. Dela seria um de meus livros paradidáticos do segundo ano. Deram-nos a ler o clássico e pseudojuvenil "Felicidade clandestina". Num sorteio de contos, não cheguei nem perto de trabalhar o que trata da história da menina com seu amante, o livro de Lobato. Fiquei com "Amizade sincera" e outros de teor tão denso e cortante quanto uma faca que paira no ar. Clarice fresca no palito! Mas isso era na disciplina de leitura e produção textual. Eis que o professor de literatura descobriu que aquele seria a obra lida por nós naquele bimestre...

Jamais me esqueço de ele dizer quase com essas mesmíssimas palavras "O quê? Vocês vão ler Clarice? Mas isso não é possível... Essa autora é dificílima. Até hoje eu não consigo entendê-la bem! Ela tem livros que só uma taça de vinho pode ajudar a compreender, a dar um clima, a fazer uma preliminar...". O que poderia ser uma provocação erótica chegou a mim como um irmão da libido: o tabu. Feito o trabalho (li estritamente os contos que me foram exigidos), Clarice foi esquecida no rol de fantasmas que só "o deus" faz questão de tirar do esconderijo.

O deus foi o curso de Letras. Ele tiraria a escritora desse armário empoeirado e faria com que ela se tornasse minha autora predileta. De todos os livros que atualmente venho peneirando para saber dos quais me desfaço ou não, só os de Clarice permanecem sem titubeios. Eles preenchem a estante como relíquias da impermanência, registros de um caos cotidiano que, se em minha cabeça é doloroso e angustiante (como certamente o foi na de Clarice!), nos livros é poético. Poético e salvador: talvez seja para testemunharem abismos e construírem cordas de salvação que servem os sofrimentos.

Por tudo isso, Clarice Lispector me é fundamental, mesmo que não seja lida. Assim é, por exemplo, em uma situação de flagrante dor em que suas palavras enigmáticas mais me neblinam. Nessas horas, eu apenas seguro meu "A descoberta do mundo" como quem se agarra a uma imensa chave cuja utilidade eu a cada dia tento conhecer. Penso, ao falar disso, em como o adolescente Lúcio Flávio poderia ter sido iluminado com contos, crônicas e romances dessa autora. Essa é a razão maior para que, por exemplo, eu leia tais obras em minha sala de aula! Quero destacar uma experiência clariciana para vocês.

Li "A hora da estrela" com uma turma de fim do Ensino Médio. Era o ano do centenário de Clarice, esse mesmo que deverá ser conhecido para sempre como o da pandemia do novo coronavírus. Não conseguimos comemorá-la fisicamente, porém ficaram para sempre em mim as epifanias e (in)conclusões a que meus estudantes chegaram. Assim também como ficaram, num terreno menos memorialístico, porém de intrigante curiosidade, a rejeição das professoras da escola em que trabalhava quando eu sugeri que Clarice se tornasse paradidático das turmas.

Uma possível verdade, esta a que se chega num relance de "instante-já", dita pela protagonista desta crônica, é que não estamos mais conseguindo ser grandes leitores e leitoras. Saímos por vezes de cursos como licenciaturas pouco conhecedoras(es) de grandes obras e, pior, com receio de suas autoras e autores. Uma pena. Encontrei, como profissional, colegas que mimetizaram meu antigo professor. Uma possível saída é a emergencial complexificação do pensamento de nossas alunas e alunos. Nossos discentes estão, sim, preparados para uma introdução ao grito mudo, à animalidade humanizada, ao vazio vulcânico e aos demais símbolos da água viva de Clarice. Não só aos dela, mas aos de outros nomes do cânone.

Porque um cânone é uma inscrição invisível e móvel daquilo que promove vida dentro de nós. É preciso, por exemplo, investigar o porquê de mulheres e homens brancos serem tão presentes nesta lista oficial de boas escritas. Feito isso, pode-se lutar pelo engajamento de mulheres e de homens pretos, gays, indígenas... Para investigar, é preciso ler. Para ler, é preciso motivação. Para que haja, enfim, motivação para qualquer coisa nesta nossa vida de Macábea, mostra-se imprescindível que haja engajamento profundo com o que nos faz chorar e rir diante deste mundo, um velho cego que masca chicletes.

Leia também | Confira mais análises de Lúcio Flávio Gondim sobre arte e educação, exclusivas para leitores do Vida&Arte

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Inscrições para o Fies 2021.2 terminam às 23h59

Educação
2021-07-30 09:05:01
Autor Agência Brasil
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Termina hoje às 23h59 o prazo de inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2021 no site do programa. O Fies oferece financiamento a estudantes em cursos superiores de instituições privadas com avaliação positiva pelo Ministério da Educação. O resultado será divulgado no dia 3 de agosto.

Pré-requisito

Para fazer a inscrição o interessado deve ter participado do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), a partir da edição de 2010, e ter média das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos. O candidato não pode ter zerado a redação e deve ter renda familiar mensal bruta, por pessoa, de até três salários mínimos.

Vagas

Os candidatos podem escolher até três opções de curso/instituição/turno, por ordem de preferência. Em 2021 o Fies teve a oferta total de 93 mil vagas. Nesta seleção do segundo semestre estão disponíveis 69 mil vagas distribuídas em 23.320 cursos de 1.324 instituições privadas de ensino superior. A consulta pode ser feita na página do Fies.

 

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