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Brasil
NOTÍCIA

Após decisão judicial, Google remove canal bolsonarista do YouTube

Gerenciado pelo blogueiro Allan dos Santos, o site foi condenado por juíza a custear tanto o processo que move contra o Google quanto os honorários advocatícios da empresa de tecnologia

23:36 | 15/07/2021
O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos gerencia o portal (Foto: DIVULGAÇÃO)
O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos gerencia o portal (Foto: DIVULGAÇÃO)

O Google removeu novamente o canal do site bolsonarista Terça Livre do YouTube nesta quinta-feira, 15. A remoção ocorreu após decisão proferida pela juíza Ana Carolina de Almeida, da 8ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que negou recurso do site em processo sobre a permanência do canal na plataforma.

Gerenciado pelo blogueiro Allan dos Santos, o site foi condenado pela magistrada a custear tanto o processo que move contra o Google quanto os honorários advocatícios da empresa de tecnologia.

A primeira vez que o Terça Livre foi retirado do YouTube aconteceu em fevereiro deste ano, após o canal desrespeitar uma suspensão de sete dias imposta. Segundo o Google, os termos de serviço da plataforma foram violados com um vídeo exaltando declarações do ex-presidente estadunidense Donald Trump durante invasão ao Capitólio, ocorrida em janeiro.

O vídeo sobre Trump foi removido pelo YouTube em 25 de janeiro, e o canal foi suspenso por uma semana. O Google afirma que “embora o autor [o canal de Santos] alegue que o conteúdo seria jornalístico, o vídeo não apresenta qualquer comentário ou contextualização”. Após suspenso, o Terça Livre usou outra canal no YouTube para burlar sanção, resultando no banimento.

“O YouTube avisou adequadamente do porquê seu vídeo foi retirado da plataforma e qual seria a sanção imposta, e o que aconteceria caso ele desrespeitasse tais restrições. Ele o fez e, por isso, teve a conta removida”, confirmou a juíza em sua decisão.

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Ana Carolina explica que, segundo decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos, é direito coletivo a informação de qualidade, assim como “não receber uma versão manipulada dos fatos, motivo pelo qual a mídia e os difusores de notícias têm que examinar a veracidade e adequação”. Para ela, o vídeo do Terça Livre “parece mais ter o objetivo de incitar violência do que propriamente informar acerca da fala do presidente [Trump]”.

Em nota, o Google afirmou que os canais do Terça Livre foram removidos após a decisão seguindo os “termos de serviço e as diretrizes de comunidade do YouTube”. Em seu site, o Terça Livre publicou que irá recorrer da sentença.