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Jornalista, dramaturgo e escritor Artur Xexéo morre aos 69 anos

O jornalista sofreu uma parada cardíaca na última sexta, 25, e estava internado na Clínica São Vicente, no Rio. Xexéo foi quem escreveu a biografia da apresentadora Hebe Camargo

21:08 | 27/06/2021
Artur Xexéo morreu aos 69 anos neste domingo, 27 de junho (Foto: DIVULGAÇÃO)
Artur Xexéo morreu aos 69 anos neste domingo, 27 de junho (Foto: DIVULGAÇÃO)

Morreu neste domingo, 27, o jornalista, dramaturgo e escritor Artur Xexéo. Aos 69 anos, ele lutava contra um linfoma e estava internado na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro. As informações são do colunista Ancelmo Gois, do O Globo.

"Vai deixar uma saudade profunda neste colunista, que teve o privilégio de trabalhar com Xexéo em Veja, Jornal do Brasil e O Globo. Além de contar com a sua generosa amizade. Ao seu companheiro Paulo, uma solidariedade profunda", escreveu Ancelmo.

Xexéo iniciou a carreira no Jornal do Brasil, onde ingressou como estagiário, em 1975. Dez anos depois, foi subeditor do suplemento cultural "Caderno B". No O Globo, assumiu como editor do "Segundo Caderno" em 2001. Já em 2010, passou a se dedicar apenas à coluna no jornal até se desligar da empresa em 2015. Um ano depois, retornou como colunista.

O jornalista e escritor também foi comentarista da Rádio CBN (RJ) e do Estúdio i, do GloboNews (RJ), além de ter passado pelas redações das revistas Veja e IstoÉ. Escreveu os livros "Janete Clair – A usineira dos sonhos" (1996), "Liberdade de Expressão" (2003), "O torcedor acidental" (2010) e o mais aclamado, "Hebe: A biografia" (2017). 

Descoberta do câncer

A apresentadora do Estúdio I, Maria Beltrão, contou que Xexéo sofreu uma parada cardíaca na última sexta-feira, 25.

O câncer de linfoma não-Hodgkin de células T foi descoberto há poucas semanas, no início de junho. "Ele ficou muito abalado e muito preocupado. Ele estava tão preocupado com esta pandemia e com tanta vontade de voltar a trabalhar", disse Maria Beltrão ao UOL.

Ela contou que mandava mensagem para ele todo dia. "E ele sabia que eu ia continuar mandando mesmo. De vez em quando, ele respondia."

"Dramaturgo acidental"

Xexéo era apaixonado por teatro, intitulava-se um "dramaturgo acidental". Escreveu os musicais “A Garota do Biquíni Vermelho”, sobre a vedete Sonia Mamede, "Cartola - o mundo é um moinho", "Minha Vida Daria Um Bolero", e a peça "Nós sempre teremos Paris".

Além disso, traduziu espetáculos como "Xanadu", dirigido por Miguel Falabella, e "Love Story, o musical". Fez a adaptação do musical "A cor purpura", de Alice Walker com direção de Tadeu Aguiar.