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NOTÍCIA

Caso Kathlen: policiais dizem ter atirado sete vezes com fuzil durante ação

A jovem Kathlen de Oliveira Romeu, que era modelo e estava grávida do primeiro filho, foi atingida no tórax por uma bala de fuzil e veio a óbito

Gabriela Almeida
19:29 | 10/06/2021
Kathlen de Oliveira Romeu tinha 24 anos (Foto: Reprodução)
Kathlen de Oliveira Romeu tinha 24 anos (Foto: Reprodução)

Policiais envolvidos na ação que ocorreu no Complexo do Lins (RJ) e resultou na morte de Kathlen de Oliveira Romeu, 24, na última terça-feira, 8, disseram ter atirado sete vezes de fuzil durante o momento. A jovem estava grávida e foi atingida no tiroteio, chegando a falecer. Informações são do portal G1.

A declaração foi dada durante investigação da Polícia Civil, pelo cabo Marcos Felipe da Silva, que esteve atuando na ação. Em depoimento ao órgão, o agente afirmou ter atirado cinco vezes de fuzil e declarou ainda que seu colega, cabo Rodrigo Correia, disparou outras duas vezes com esse tipo de arma.

Foi um tiro de fuzil que atingiu o tórax de Kathlen e resultou em sua morte, mas a polícia ainda não sabe se o disparo partiu de armamento dos agentes ou dos criminosos. Para isso, o órgão colheu depoimento dos militares e apreendeu 21 armas utilizadas por eles durante a ocorrência.

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A jovem estava indo visitar sua vó materna e passava por uma das vias de acesso à comunidade, de onde havia se mudado por medo da violência, quando o tiroteio começou. Informações da Polícia Militar (PM) apontam que policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Lins foram atacados a tiros por criminosos e revidaram, iniciando o confronto.

Logo após o tiroteio os agentes encontraram Kathlen ferida no chão e a levaram para o hospital, mas ela não resistiu e faleceu. A morte da jovem, que era modelo e estava grávida do primeiro filho, gerou revolta na comunidade e resultou em protestos de moradores da região, que chegaram a atear fogo em objetos.

Em declaração dada ao G1, a mãe de Kathlen acusou a polícia pela morte. "Se a minha filha fosse morta por bandido eu não falaria nada com vocês porque eu sei que eu moro em um lugar que eu não poderia falar. Então ficaria na minha. Mas não foi. Foi a polícia que matou a minha filha", declarou.