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Brasil
NOTÍCIA

Professor é preso após se recusar a retirar faixa de "Bolsonaro genocida"

Arquidones Bites foi um dos organizadores da manifestação de Goiânia contra as atitudes de Bolsonaro, em relação ao enfrentamento da pandemia de Covid-19

23:45 | 31/05/2021
O professor participou das manifestações contra o presidente  (Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução )
O professor participou das manifestações contra o presidente (Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução )

Atualizada às 08h31min de 01/06/2021

Um professor de Goiânia foi preso nesta segunda-feira, 31, por se recusar a retirar uma faixa do capô de seu carro com a mensagem "Fora Bolsonaro Genocida". Arquidones Bites Leão, que também é  secretário estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) de Goiás, foi enquadrado sob o pretexto da Lei de Segurança Nacional (LSN). Os policiais levaram o professor para prestar depoimento na sede da Polícia Federal em Goiânia e depois ele foi liberado.

 

Arquidones Bites foi abordado por policiais militares próximo de casa. De acordo com imagens registradas no momento da abordagem, ao avistar a faixa, os policiais disseram que a mensagem caluniava a imagem de Jair Bolsonaro. Os militares solicitaram que o professor retirasse o objeto, que por sua vez recusou. 

O professor foi um dos organizadores da manifestação de Goiânia contra o governo federal, nesse sábado, 29. Ele filmou a abordagem do policial militar, que não usava máscara. "Não sou só eu que estou falando isso, são vários! Por que não prende os deputados e senadores que estão chamando ele de genocida?", indagou Arquidones nos registros. 

Após o professor se negar a cumprir a ordem, o policial saca um aparelho celular e recita o artigo 26 da Lei 7.170, a Lei de Segurança Nacional, de 1983. "Caluniar ou difamar o presidente da República, o do Senado Federal, o da Câmara dos Deputados ou o do Supremo Tribunal Federal, imputando-lhes fato definido como crime ou fato ofensivo à reputação". Arquidones também foi autuado por desacato.