PUBLICIDADE
Brasil
NOTÍCIA

Brasileiro é preso no Egito acusado de assediar vendedora muçulmana 

O Ministério do Interior egípcio divulgou a detenção do médico brasileiro Victor Sorrentino por meio de nota

09:25 | 31/05/2021
Médico brasileiro Victor Sorrentino foi preso após assédio no Egito. (Foto: Reprodução/Instagram)
Médico brasileiro Victor Sorrentino foi preso após assédio no Egito. (Foto: Reprodução/Instagram)

O médico brasileiro Victor Sorrentino foi preso nesse domingo, 30, na cidade de Luxor, sul do Egito, após publicar um vídeo assediando uma muçulmana. O Ministério do Interior egípcio divulgou a detenção de Sorrentino por meio de nota. No Brasil, o médico ficou conhecido nas redes sociais por defender o chamado "kit covid" no tratamento para Covid-19 com remédios sem eficácia comprovada. 

Segundo o portal UOL, no vídeo publicado em seu perfil no Instagram, com quase 1 milhão de seguidores, Sorrentino faz comentários sexistas em português a uma vendedora, ao comprar papiro, folha de madeira usada para escrita no Egito Antigo.

"Vocês gostam é do bem duro. Comprido também fica legal, né?", disse o médico gaúcho. "O papiro comprido." "Si", respondeu a mulher, em espanhol, sem entender as palavras de Sorrentino. "Tá! Maravilha", responde o brasileiro.

As autoridades egípcias informaram que "os serviços de segurança conseguiram identificar a vítima e foram capazes de deter o turista brasileiro". As medidas judiciais contra o médico foram tomadas. Após a publicação, as imagens circularam pelo país e as autoridades receberam denúncias da população.

Depois das críticas, o médico tornou privado seu perfil na rede social e postou outro vídeo, dessa vez se desculpando. "Eu sou assim. Sou um cara muito brincalhão", justificou. O Egito criminalizou assédio sexual em 2014. A lei prevê multas ou pena de seis meses a três anos de prisão. 

No ano passado, o parlamento egípcio aprovou uma lei para manter a identidade das vítimas de agressão e assédio sexual em sigilo. O objetivo é proteger a reputação e incentivá-las a registrarem os casos.

Em entrevista, o médico brasileiro que defende remédios sem eficácia comprovada para o coronavírus já havia dito que os "medicamentos são conhecidos" e "não causam risco nem prejuízo" à saúde. Sorrentino também se declara apoiador do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

com informações do Correio Braziliense

LEIA TAMBÉM | Tratamento precoce com hidroxicloroquina para Covid-19 é ineficaz, conclui pesquisa

+Ivermectina não tem evidência de eficácia contra Covid-19, diz fabricante do medicamento