Padre que ouviu brincadeira do Papa descreve encontro como "inexplicável"
Ao pedir orações ao pontífice, o padre João Paulo, natural da Paraíba, recebeu uma resposta inusitada. O momento foi registrado em vídeo e publicado na internet, dividindo opiniões
Em encontro com o Papa nessa quarta-feira, 26, ao final de sua audiência geral no Vaticano, o padre João Paulo Souto Vitor ouviu a inusitada resposta do pontífice a respeito dos brasileiros e descreve o momento como “marcado pela naturalidade própria do Papa Francisco”.
Em entrevista ao portal G1, o padre, natural de Pocinhos, na Paraíba, fala mais sobre a experiência. “Viver aquele momento da melhor forma possível é o que importa para mim. Principalmente, para nós brasileiros, que estamos vivendo momentos tão difíceis. Na Paraíba, inclusive, com o aumento de casos do coronavírus. Então, foi um momento inexplicável, que não tenho conceitos racionais que possam explicar”, disse.
É + que streaming. É arte, cultura e história.
LEIA TAMBÉM l Papa brinca e diz que Brasil não tem salvação: "É muita cachaça e pouca oração"
O encontro descrito como “inexplicável” aconteceu enquanto o pontífice caminhava pelo pátio de San Damaso. O padre, ao ver que o Papa se aproximava, logo pediu orações para seus conterrâneos: "Santo padre, reze por nós, brasileiros", pediu João Paulo.
Sorridente, o Papa respondeu com piada: "Vocês não têm salvação. É muita cachaça e pouca oração". O momento foi registrado em vídeo por outro padre, Henrique Carlos, que acompanhava João Paulo na catequese, e foi publicado nas redes sociais de ambos, gerando uma grande repercussão a respeito da fala do Papa Francisco.
VEJA MAIS l Papa Francisco recebe líderes da Stellantis em audiência no Vaticano
Mesmo recebendo críticas pelo vídeo e até um e-mail de um desconhecido definindo o momento como um “ato infeliz”, o paraibano disse ao G1 que não vai se prender “às pessoas amargas”, mas “ao momento vivido, à beleza e à alegria do evangelho que o Papa tem enunciado”.
“Não houve nada demais que fira a imagem do brasileiro. De jeito nenhum. O Papa tem um afeto imenso por nós e esse afeto fica estampado na sua maneira de se relacionar conosco. Infelizmente, estamos vivendo um tempo de muitas polarizações políticas. Então, sempre que há uma fala que está alinhada ao Papa Francisco, aproveitam para fazer toda uma campanha difamatória”, finaliza João Paulo.