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Novas acusações contra a dentista que teria deformado rosto de pacientes em procedimentos estéticos

Além de enganar os pacientes com a aplicação de substancia indevida, a dentista também é acusada de ganhar salário de funcionária pública, mesmo sem comparecer aos serviços

Mais mulheres apresentaram denúncias contra a dentista acusada de enganar e deformar o rosto de pacientes em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. As vítimas procuraram a delegacia após o caso ser noticiado no programa Fantástico, da Rede Globo, neste domingo, 2. De acordo com as acusações, durante os procedimentos estéticos, a profissional prometia aplicar uma substância, mas na verdade aplicava outra mais barata.

De acordo com a polícia, Giselle Gomes vendia procedimentos estéticos com ácido hialurônico, mas aplicava o polimetilmetacrilato, conhecido como PMMA. A substância é um preenchedor sintético permanente, mais barato e mais perigoso.

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Nesta segunda-feira, 3, outros quatro casos chegaram à 134ª Delegacia de Polícia, sendo três deles relatados presencialmente e um online. A delegada adjunta, Natália Patrão, disse que essas últimas vítimas foram encaminhadas para exame de ultrassom. De acordo com o portal G1, até o momento, a Polícia Civil informou que são 34 inquéritos nas últimas duas semanas por mulheres de todo o estado do Rio de Janeiro.

“Nós temos a novidade de um laudo de uma vítima que se submeteu ao procedimento cirúrgico cujo produto utilizado foi o hidrogel industrial, utilizado por indústrias e por agricultores na fabricação de papel, embalagem de alimentos, fabricação de adesivos e outros processos industriais", disse a delegada.

Durante as investigações, a polícia também descobriu que, além de dentista, Giselle Gomes também tinha outras fontes de renda, como funcionária pública em Campos e na cidade vizinha, São João da Barra, ambas no Rio de Janeiro. Ela, no entanto, não comparece aos trabalhos.

Entre 2018 e 2020, Giselle foi cedida para a Câmara Municipal de Campos e chegou a ser nomeada para trabalhar no gabinete de dois vereadores. Em 2021, a cessão não foi renovada e ela deveria ter se apresentado, mas não compareceu. Em São João da Barra, ela também é concursada e deveria dar aulas para crianças. Ela chegou a pedir uma licença em 2018, que expirou no ano passado. Na cidade, ela também deveria ter se apresentado na secretaria de Educação, mas não foi mais vista.

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Em nota, a defesa da dentista disse que "poucas pacientes tiveram alguma intercorrência dentro de um universo de quase dois mil procedimentos" e que "os produtos utilizados eram informados aos pacientes". A advogada de 25 vítimas, Andréa Paes, declarou, no entanto, que “quando os pacientes se queixam de alguma coisa, Giselle se transformava numa pessoa arrogante e debochada”.

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