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Covid-19: Advogada morre dias após parto de emergência e sem conhecer a filha

O caso aconteceu em Goiânia, município de Goiás.

14:33 | 03/05/2021
Névele Menezes, 37 anos, esteve 41 dias internada em uma UTI particular de Goiânia.  (Foto: Reprodução/ Instagram OBA Tocantins )
Névele Menezes, 37 anos, esteve 41 dias internada em uma UTI particular de Goiânia. (Foto: Reprodução/ Instagram OBA Tocantins )

A advogada Névele Menezes Lima Santana, de 37 anos, morreu vítima de Covid-19 na última sexta-feira, 30. Seu óbito aconteceu 17 dias após um parto de emergência e sem conhecer a filha recém-nascida. Ela ficou 41 dias internada em um hospital em Goiânia. A irmã da vítima, Aline Lima, contou que a família toda contraiu a doença. As informações são do G1.

A advogada foi internada grávida em um hospital particular no dia 20 de março. Ela estava com sete meses de gestação quando seu quadro de saúde se agravou. Os médicos fizeram o parto de emergência para salvar a vida do bebê, no dia 13 de abril.

Névele era casada com o empresário Danilo de Castro Santana e tinha dois filhos, uma filha recém-nascida e um filho de 9 anos. Até o último domingo, 2, a bebê esteve intubada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal para crescer e ganhar peso, sendo acompanhada pela família.

À reportagem do G1, a irmã da advogada contou que Névele era saudável. De acordo com a família, no início da Covid-19, a advogada sentiu febre e dificuldade de respirar. A saturação do oxigênio no sangue caiu, e ela foi internada assim que procurou atendimento médico, em 20 de março.

"A doença evolui de forma diferente em cada pessoa. Quando ela piorou e os médicos nos ligaram, entendemos que era a hora de se despedir dela. Minha irmã era muito feliz e isso pegou todo mundo de surpresa", lamenta.

OAB de Tocantins

 

Antes de retornar à Goiânia, Névele trabalhou na Procuradoria-Geral do Estado do Tocantins. A advogada atuou na Subprocuradoria do Patrimônio Imobiliário, como assessora do procurador-geral do estado e também assessorou outros procuradores no órgão.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Tocantins, Gedeon Pitaluga, publicou uma nota de pesar pela morte da advogada: "O amor faz eterno o legado de quem o pratica. É assim que todos iremos recordar da bondade deste coração que marcou a vida de todos que tiveram a oportunidade de compartilhar de sua presença", escreveu Pitaluga. Confira a nota: