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Jean "Gordo", participante do furto ao Banco Central, é investigado por envolvimento com PCC

O homem é um dos alvos da operação Rei do Crime, que busca desarticular um braço financeiro da facção
19:04 | Set. 30, 2020
Autor Gabriela Almeida
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Gabriela Almeida Repórter O POVO
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Tipo Notícia

Participante do furto que ocorreu em 2005 ao Banco Central do Brasil, em Fortaleza, Jean Ricardo Galian está sendo investigado pela Polícia Federal (PF) de São Paulo por envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Conhecido como “Gordo”, o homem é um dos alvos da operação Rei do Crime, deflagrada nesta quarta-feira, 30, e que busca desarticular um braço financeiro que há mais de 10 anos opera em favor da facção.

Segundo informações divulgadas pelo órgão, os participantes do grupo no qual Jean é acusado de integrar devem responder por crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Os investigados são suspeitos de financiarem e fomentarem ações da facção, por meio de empresas laranjas, entre outros.

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Foram interditadas mais de 70 empresas na operação e bloqueadas contas bancárias de valores que superam R$ 730 milhões. A investigação também apontou o envolvimento da rede de postos Boxter, que estaria sendo utilizada para movimentação de ativos ilícitos, atuando em benefício da facção.

Mais de 200 policiais federais cumprem mandados de prisão preventiva em cidades como São Paulo, Bauru, Igaratá e Guarujá. Há ainda ordens de apreensão de motocicletas, helicópteros, iate, motos aquáticas, caminhões, entre outros bens garantidos de forma imprópria pelos integrantes.

Participação no furto ao Banco Central em Fortaleza

O furto no Banco Central do Brasil ocorreu em 2005 e foi considerado um dos maiores crimes desse porte feitos a instituições financeiras do País. De forma calculada, criminosos alugaram uma casa próxima ao prédio e escavaram um túnel que passava por baixo de uma avenida e dava dentro do cofre do banco, de onde tiraram milhões.

Nesse operação, Jean atuou como sendo um dos "tatus", homens designados como responsáveis pela escavação do túnel de acesso. Ele foi detido em 2006, quando tentava realizar a mesma ação em agências bancarias do Rio Grande do Sul, e acabou confessando o envolvimento no caso do furto em Fortaleza.

Em dezembro de 2007, Galian foi designado a cumprir quatro décadas e seis meses de reclusão pelos crimes de furto, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. No entanto, a Justiça acabou reduzindo sua pena para oito anos e seis meses e, atualmente, Jean não responde mais pelo crime de furto ao Banco Central.

Relembre a história do furto do Banco Central em Fortaleza:

 

Com informações dos repórteres Cláudio Ribeiro  e Demitri Túlio 

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