Laboratório de pesquisa brasileiro divulga primeiras imagens em 3D do coronavírus

A infraestrutura de pesquisa científica, Sirius, realizou os experimentos na primeira estação de pesquisa a entrar em funcionamento

A primeira estação de pesquisa do laboratório Sirius divulgou imagens da estrutura de proteínas da Covid-19 neste sábado, 11. Esses detalhes são importantes para compreender o funcionamento do novo coronavírus, além de incentivar pesquisas para novos medicamentos. As informações são do portal G1.

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“Inicialmente, reproduzimos a estrutura de uma proteína já conhecida para testar os resultados gerados pela Manacá. Com a obtenção de dados confiáveis e competitivos, vamos aprofundar os estudos em biologia molecular e estrutural que integram nossa força-tarefa contra o SARS-CoV-2”, afirma Kleber Franchini, Diretor do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

De acordo com o cientista, vários grupos estão mobilizados para investigar a atividade da proteína, buscar seus inibidores e apoiar o desenvolvimento de medicamentos. As próximas ações integrarão a Rede Vírus MCTI, comitê do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) que reúne instituições de pesquisa sobre o coronavírus.

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Mapa de densidade do Covid-19
Mapa de densidade do Covid-19 (Foto: CNPEM)

13 estações estavam previstas para a 1ª fase de implementação do projeto Sirius. Duas delas foram adiantadas para permitir estudos mais aprofundados sobre o Covid-19. A primeira foi a Manacá, que gerou as imagens moleculares do vírus. A segunda, Cateretê, ainda será aberta com o objetivo de produzir fotos das células em 3D com alta resolução.

O projeto ainda está em fase experimental. “Entretanto, em resposta à crise causada pela Covid-19, optamos por disponibilizar antecipadamente essa ferramenta aos pesquisadores que já têm familiaridade com experimentos de cristalografia de proteínas, para que eles possam avançar no entendimento molecular do vírus”, explica Harry Westfahl Jr, diretor do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS).

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O que é o Sirius?

Considerado um dos maiores investimentos brasileiros em ciência, o Sirius é um acelerador de partículas localizado em Campinas, no interior de São Paulo. O plano é inaugurar 13 estações que comportam diferentes linhas de luz para analisar as microestruturas de materiais orgânicos e inorgânicos.

A partir de técnicas variadas, esses equipamentos funcionarão de forma independente e permitirão estudos simultâneos em dezenas de áreas. Ao todo, o Sirius poderá ter até 38 estações.

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O projeto é financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI) e está vinculado ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

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