PUBLICIDADE
Brasil
NOTÍCIA

Ministério da Educação: Bolsonaro coloca Major Vitor na reserva e terá encontro com novo candidato

O presidente considerava o nome do aliado mas voltou atrás alegando que decisão teria uma repercussão negativa

Gabriela Almeida
14:55 | 07/07/2020
DEPUTADO Vitor Hugo 
(PSL-GO) é lider do governo na Câmara (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
DEPUTADO Vitor Hugo (PSL-GO) é lider do governo na Câmara (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Durante entrevista realizada no Palácio da Alvorada, na manhã desta terça-feira, 7, onde confirmou estar com o novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro revelou que o líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), foi colocado como “reserva” para assumir Ministério da Educação. Conforme informações do jornal Valor econômico, o chefe do Executivo ainda aproveitou para garantir que se encontrará com um candidato de São Paulo nesta terça-feira.

O presidente estava considerando o nome do Major para assumir a pasta desde a última semana, mas confessou que a escolha pelo líder da Câmara teria repercussão negativa pelo fato dele ser do exército. “Seria uma pessoa excepcional, mas vão cair em cima dele por ser major do Exército. Pessoal acha que tem militar demais no governo”, pontuou.

Elogiando o trabalho do parlamentar, Bolsonaro chegou a compará-lo com o general Eduardo Pazuello, líder interino do Ministério da Saúde, a qual considera estar realizando um bom desempenho frente a pasta. Quanto ao candidato entrevistado hoje, o chefe do executivo manteve suspense e não revelou o nome, mas deixou escapar que talvez o escolha.

LEIA MAIS: À mercê de estratégia "bolsonarista", Brasil completa um mês sem ministro da Saúde

A “corrida” para encontrar um novo ministro da Educação teve início com a saída de Abraham Weintraub do cargo, em 18 de junho deste ano, após a figura política ter a relação com o Supremo Tribunal Federal (STF) desgastada. 

O professor e economista Carlos Alberto Decotelli foi anunciado como novo ministro por Bolsonaro cerca de uma semana após a saída de Abraham, mas pediu demissão cinco dias depois do anúncio devido a descoberta de uma série de informações falsas presentes em seu currículo.