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Exame revela que pescados cearenses são considerados próprios para o consumo

A pesquisa foi solicitada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e as amostras coletadas entre os dia 29 e 30 de outubro foram consideradas sadias para o consumo humano

18:00 | 11/11/2019
O laboratório analisou os níveis de Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPA) - indicadores para contaminação por derivados de petróleo.
O laboratório analisou os níveis de Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPA) - indicadores para contaminação por derivados de petróleo. (Foto: Marina Silva/Arquivo CORREIO)

Exames realizados pelo laboratório de Estudos Marinhos e Ambientais da Pontifícia Universidade Católica (PUC/RJ) comprovaram que os pescados do Ceará, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro estão próprios para o consumo mesmo depois de terem sido atingidos por óleo.

As análises foram feitas a pedido do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e utilizou amostras coletadas entre os dias 29 e 30 de outubro. Os exames foram feitos com pescados do litoral nordestino atingido pelo vazamento de óleo e que são registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF).

O laboratório analisou os níveis de Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPA), que são responsáveis por apontar contaminação por derivados de petróleo. A pesquisa revelou níveis baixos do HPAs detectados em peixes e lagostas, não representando risco para o consumo humano.

Confira a nota oficial

Em atenção à contaminação das praias do litoral nordestino por manchas de óleo, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informa que recebeu, neste sábado (9), os 12 primeiros resultados das amostras coletadas para avaliação dos níveis de Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPA) - indicadores para, entre outros, contaminação por derivados de petróleo. Os resultados revelam níveis baixos dos HPAs detectados em peixes e lagostas, não representando riscos para o consumo humano.

As amostras foram coletadas em estabelecimentos registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF), na costa das áreas afetadas, nos dias 29 e 30 de outubro, e enviadas para análises no Laboratório de Estudos Marinhos e Ambientais da PUC/RJ. Ao todo, 37 compostos de HPAs foram avaliados.

As amostras para monitoramento da situação de segurança do consumo de pescado continuam sendo colhidas e, conforme a liberação dos resultados das análises, serão divulgados pelo Mapa, com atualizações das recomendações.