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Restauradores debatem preservação do patrimônio cultural no Rio

17:28 | Set. 23, 2019
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A Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) abriu hoje (23) a Conferência de 30º Aniversário APOYOnline, associação internacional de restauradores e conservadores, sediada nos Estados Unidos, que tem como objetivo  estabelecer redes de cooperação na área de preservação de patrimônio cultural.

O evento prossegue amanhã (24) no mesmo loca, e reúne cerca de 250 pessoas de mais de 17 países da América Latina e Caribe, além de Estados Unidos, Canadá, Espanha e Portugal.

A conferência ocorre pela primeira vez no Brasil, organizada pela Casa de Rui Barbosa e pela Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), em colaboração com a Universidade de Delaware, dos Estados Unidos.

O evento “30 anos construindo pontes e abrindo caminhos para a preservação do patrimônio cultural nas Américas” se divide em duas partes. A primeira é a conferência e a segunda é a Oficina sobre Conservação de Fotografias, Captação de Recursos e Defesa de Coleções, que ocorrerá nos dias 26 e 27 de setembro, na Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz.

A coordenadora do Núcleo de Preservação Arquitetônica do Centro de Memória e Informação da Fundação Casa de Rui Barbosa, arquiteta Claudia Carvalho, destacou que a AOYOnline é uma entidade sem fins lucrativos que recebe patrocínio de várias instituições americanas, como o ‘Metropolitan Museum’ e o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. “E através desses patrocínios, foi possível também oferecer bolsas para que várias pessoas da América Latina pudessem participar do evento”.

A conferência reúne especialistas nacionais e estrangeiros e está aberta ao público, a profissionais da área de preservação de patrimônio e estudantes. Hoje à noite, após coquetel de comemoração do aniversário da APOYOnline, haverá uma visita ao Museu Casa de Rui Barbosa.

Patrimônio digital

A coordenadora disse que, para os conservadores brasileiros, é uma grande oportunidade de se atualizarem do ponto de vista dos conceitos da profissão, porque "a preservação do patrimônio é uma área que está sempre mudando”.

Hoje, por exemplo, na palestra sobre patrimônio digital, a discussão foi sobre o fato de o mundo estar perdendo muita informação por meio das mensagens de Whatsapp.

“Muita gente está se comunicando via Whatsapp. Isso virou uma norma até dentro das instituições. Você antigamente mandava um ofício, tinha uma cópia, preservava em um arquivo, botava em uma pasta. Ou mesmo pelo email, você tinha mais meios de gerir esse documento”, argumentou Claudia.

O debate na parte da manhã foi sobre o gerenciamento dessas informações. Claudia informou que, embora o mundo esteja vivendo um enorme desenvolvimento tecnológico, “a gente está correndo muito mais risco do que no século 20, porque tem essa questão da perda da informação, por conta dessas novidades que a gente precisa se atualizar”.

Ela considerou importante o tema para os conservadores brasileiros, porque eles estão se encontrando com profissionais de 21 países.

“É uma oportunidade de trocar experiências e de se atualizar, pensando a questão dos conceitos, das práticas profissionais e criar mesmo pontes entre eles que, muitas vezes, enfrentam os mesmos problemas. Essa é uma oportunidade e tanto!”, disse a arquiteta.

Segundo Claudia, o evento é uma oportunidade de mostrar a importância das duas instituições no campo da preservação, oferecendo ao mesmo tempo um espaço de troca e discussão para os profissionais dos dois órgãos. Por questão de logística, somente 60 profissionais participarão da oficina sobre conservação da fotografia na Casa de Oswaldo Cruz.

Programação

Na quarta-feira (25), haverá uma visita técnica à Biblioteca Nacional, também para 60 pessoas, que vão conhecer o prédio, inaugurado em 1810, as reservas técnicas e as áreas de coleções. A Biblioteca Nacional do Brasil é considerada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo e a maior da América Latina.

Ainda no dia 25, o programa intitulado Manos a La Obra, no Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro, receberá 30 participantes da conferência, que vão ajudar a instituição a classificar melhor seus documentos e embalar melhor seu material, além de discutir novas formas de acondicionamento, ensinando aos profissionais técnicas modernas nessa área. À tarde, haverá visita ao Centro de Documentação de História e Saúde da Fiocruz, além de palestra da professora Debbie Hess Norris, diretora do Programa de Conservação de Arte de Winterthur, da Universidade de Delaware.

A Oficina sobre Conservação de Fotografias, Captação de Recursos e Defesa de Coleções será realizada nos dias 26 e 27 deste mês, na Fiocruz, zona norte do Rio de Janeiro.

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Transformação digital é desafio do MEC com volta de aulas presenciais

Educação
14:49 | Ago. 05, 2021
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O secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC) Victor Godoy Veiga afirmou hoje (5) que o retorno às aulas presenciais nas escolas públicas de todo o país permitirá ao governo federal, em parceria com estados e municípios, focar nas ações que a pasta considera prioritárias para melhorar o ensino brasileiro.

“Só com a reabertura segura das escolas conseguiremos viabilizar todas as demais prioridades [do MEC], como a transformação digital do sistema educacional brasileiro”, disse Veiga, ao participar, esta manhã, de um seminário virtual que o ministério promoveu para discutir os impactos da pandemia da covid-19 na educação brasileira.

De acordo com o secretário-executivo, a “transformação digital” do sistema educacional tem entre os objetivos preparar a rede pública de ensino “numa perspectiva de que, no futuro, se enfrentarmos outros desafios desta magnitude, tenhamos condições de não sofrer como sofremos”.

No mesmo evento, o secretário de Educação Básica do MEC, Mauro Luiz Rabelo, acrescentou que o ministério destinará, a partir deste mês, cerca de R$ 320 milhões para auxiliar as escolas que tiverem que manter o modelo híbrido de ensino, realizando parte das atividades pedagógicas à distância. O montante será disponibilizado por meio do Programa de Inovação e Educação Conectada (Piec).

Além disso, de acordo com Rabelo, o MEC disponibilizou, por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) Emergencial cerca de R$ 648,9 milhões, para suplementar os recursos federais destinados aos estabelecimentos de ensino para a compra de itens de consumo e de equipamentos de proteção individual, e para a realização de serviços de desinfecção de ambientes e de pequenos reparos, beneficiando a cerca de 36 milhões de estudantes de 111 mil escolas públicas.

Prioridades

Além dos investimentos em tecnologia digital, o secretário-executivo do MEC apontou outras três prioridades da pasta para o ensino: a consolidação da nova Política Nacional de Alfabetização; o fortalecimento do ensino profissional e tecnológico e, “em especial”, a redução das desigualdades regionais.

Segundo Veiga, a nova Política Nacional de Alfabetização visa a melhorar o desempenho acadêmico dos estudantes, colocando o Brasil em melhor posição nas avaliações internacionais. Já o fortalecimento do ensino profissionalizante é pensado na “perspectiva de aproximar a Educação do Mercado”. “A educação brasileira tem que preparar nossos jovens para as necessidades do mercado de trabalho”.

De acordo com Veiga, a não-realização de aulas presenciais que, em alguns estados, ultrapassou 400 dias, contribui para aumentar desigualdades socioeconômicas. “Sabemos que grande parte da rede privada retomou as atividades presenciais ainda no ano passado. Precisamos ter em mente políticas que ataquem este problema, que já era uma herança da nossa Educação e que, agora, vai se aprofundar”, comentou o secretário-executivo, destacando que, se dependesse da pasta, as aulas teriam sido retomadas em todo o país a partir de setembro de 2020.

“Muitas das preocupações [quanto à volta ao ambiente escolar presencial] são legítimas, [como a necessidade de] um protocolo de biossegurança ou quanto à falta de água, mas em relação à falta de água nas escolas, temos 138 mil escolas da rede pública. Destas, 3,4 mil não tem água. Infelizmente, nos balizamos por baixo: porque há uma ou outra escola sem água, decidimos não abrir nenhuma escola”, refletiu Veiga.

Presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Maria Helena Guimarães, disse apoiar todas as iniciativas do MEC para que os alunos possam voltar em segurança às escolas, mas lembrou que muitos estados e municípios já tomaram as medidas necessárias e retomaram as aulas.

“O grande desafio, agora, é entender que a escola é o lugar mais seguro para a criança. Mais seguro que o shopping, que a rua e, inclusive, para muitas crianças que têm que ficar sozinhas em casa, do que seus próprios lares”, disse a educadora, avaliando que a pandemia demonstrou as fragilidades da educação remota. “Os pais têm uma enorme dificuldade de fazer a mediação pedagógica que só o professor consegue fazer.”

Maria Helena também comentou a importância de um plano para informatizar e integrar às escolas públicas à rede digital de ensino. “Sei que não é uma ação para ser feita de um dia para o outro, mas para chegarmos a termos conectividade no Brasil todo, precisamos ter um plano de voo. E é isto que está faltando. Precisamos de um plano de curto, de médio e de longo prazo para, de fato, conseguirmos chegar, em 2030, com todas as escolas, todos os municípios, plenamente conectados. Ou ficaremos para trás”, pontuou a presidente do CNE, defendendo a importância de escolas conectadas não só para a realização de atividades pedagógicas e de apoio aos estudantes, mas também para a oferta de cursos de preparação dos professores.

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DF começa retorno às aulas presenciais na rede pública

Educação
06:50 | Ago. 05, 2021
Autor Agência Brasil
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A rede pública de ensino do Distrito Federal começa nesta quinta-feira (5) o processo de retorno às aulas presenciais. Pelo cronograma, está prevista hoje a volta dos alunos da educação infantil.

No dia 9 de agosto, será a vez da volta às escolas, na modalidade presencial, de alunos do ensino fundamental dos anos iniciais, além dos estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do primeiro segmento.

Em 16 de agosto, pelo cronograma, estão previstos os alunos do ensino fundamental dos últimos anos e do segundo e terceiro segmentos do EJA. No dia 23 de agosto, a volta às escolas abrangerá as unidades de ensino médio e educação profissional.

O cronograma será concluído com a volta às unidades de ensino dos alunos de natureza especial, dos centros interescolares de línguas e dos centros de ensino especial, bem como outros atendimentos.

Protocolos

O governo do Distrito Federal estabeleceu protocolos de segurança para as aulas presenciais. É exigido distanciamento mínimo de 1,5 metro, além do uso de máscaras, e é recomendada a higienização das mãos com sabão ou álcool em gel. Segundo a Secretaria de Educação do DF, profissionais foram treinados e os ônibus serão higienizados diariamente.

As turmas vão ser reduzidas e divididas em duas, com metade acompanhando presencialmente e metade com atividades remotas. O tempo será diminuído de cinco horas para quatro horas. Conforme a secretaria, as tecnologias digitais continuarão sendo utilizadas para complementar as aulas.

Na entrada das escolas será evitado o uso de catraca e haverá a aferição de temperatura dos estudantes. Os espaços físicos serão readequados para garantir o distanciamento mínimo e haverá sinalização da capacidade máxima. Janelas e portas ficarão abertas para permitir ventilação.

Caso um aluno ou profissional apresente sintomas, deve comunicar à gestão da escola a situação. A pessoa será encaminhada para isolamento e haverá notificação aos responsáveis e à unidade de saúde da localidade.

Professores

Em seu site, a secretaria informa que os professores foram vacinados, “a grande maioria com a vacina da Janssen, que é de dose única”. Os que tomaram outros imunizantes foram convidados a comparecer aos postos nos últimos dias. Contudo, o órgão não informa qual o percentual de docentes imunizados.

Em assembleia no dia 30 de julho, os professores e orientadores educacionais do Distrito Federal aprovaram indicativo de greve e um calendário de mobilização. O Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) fará fiscalizações nas escolas e reunião com representantes sindicais e gestores. No dia 11 de agosto está prevista nova assembleia para avaliar a situação.

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A travessia do Rubicão

ARTIGO
00:00 | Ago. 05, 2021
Autor Eloisa Vidal
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Tipo Opinião

Bem-vindo à escola! Esta pandemia no Brasil foi marcada por um amplo conjunto de decisões erradas no âmbito do governo federal, cujos resultados se mostram nas mais de 558 mil mortes.

No meio disso tudo, os educadores conseguiram resistir e a maioria das escolas não retornou as atividades presenciais, o que poderia ter levado a um desastre de proporções maiores.

Esse foi o nosso Rubicão. Lutamos pela preservação da vida, e continuamos trabalhando mais do que nunca, mantendo nossos alunos conectados à escola.

Agora, com vacina no braço e recuo dos contágios, é possível pensar num retorno minimamente seguro. Depois de um ano e meio sem aulas presenciais, o que teremos na volta? São muitas as expectativas e maiores os desafios, segundo algumas pesquisas que vêm sendo feitas sobre esse momento de aulas online.

Construir um pacto de sociabilidade, retomando as regras de convivência, as relações de afeto, a comunicação direta sem a mediação de telas, o trato gentil com todos, atendendo aos cuidados sanitários ainda necessários.

A relação com o conhecimento escolar mudou, mas não se sabe quanto nem como, por isso, as primeiras semanas de retorno precisam ser dedicadas a levantamentos diagnósticos sobre a aprendizagem dos alunos nesse período de interrupção de aulas presenciais.

O que se prevê é uma variedade de possibilidades de aprendizagens, e numa mesma sala de aula, os professores vão se deparar com alunos cujos déficits de aprendizagem em relação ao currículo escolar prescrito varia de 10% a 100%.

E o que fazer? Se os docentes se reinventaram no momento da suspensão das aulas presenciais para poder continuar o processo educativo com seus alunos, agora uma nova demanda criativa vai exigir destes profissionais, novos desafios que se colocam em duas dimensões: o tempo e os conteúdos.

O tempo, porque é necessário pressa para que esse legado da pandemia não se estenda e prejudique uma geração e os conteúdos, porque vai ser necessário fazer escolhas sobre o contingente e o necessário, o relevante e o acessório, selecionando cirurgicamente, o que trabalhar em sala de aula para garantir os conhecimentos básicos para que todos possam seguir na caminhada.

 

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Ministérios publicam diretrizes para retorno às aulas presenciais

Educação
20:10 | Ago. 04, 2021
Autor Agência Brasil
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Os ministérios da Saúde e da Educação assinaram portaria hoje (4) com orientações para o retorno às aulas presenciais, suspensas com a pandemia de covid-19. A norma não obriga os estados e instituições federais, que possuem autonomia para definir seus calendários e a manutenção ou não do regime de ensino remoto.

Entre as recomendações para evitar a disseminação do novo coronavírus está o uso de máscaras por estudantes e profissionais que atuam nas unidades de ensino e higienização das mãos com água e sabão ou com álcool em gel. No caso das máscaras, a indicação é que haja unidades suficientes para trocar a cada três horas (máscara de tecido) ou quatro horas (máscara cirúrgica).

Também é sugerido um distanciamento mínimo de 1 metro entre as pessoas. Áreas comuns devem ser evitadas, como bibliotecas, pátios e quadras. As refeições devem ser feitas nas salas, e não nos refeitórios.

Os horários de chegada e saída, bem como o intervalo, devem ser escalonados, para evitar concentração de alunos nos corredores e nos pontos de acesso a cada unidade escolar. Não é recomendável a autorização da entrada de pessoas externas à escola.

O documento orienta que os alunos não utilizem o bebedouro, preferindo levar água de casa. Também deve-se evitar o compartilhamento de materiais. O guia dos ministérios coloca a importância de evitar aglomerações, tanto nas escolas quanto após as aulas.

As gestões de cada unidade de ensino devem reforçar a higienização das escolas e de seus espaços. Professores e gestores devem buscar manter os ambientes ventilados, com portas e janelas abertas.

Se um estudante demonstrar sintomas de covid-19, deve procurar um posto de saúde. Os pais ou responsáveis devem avisar a escola nessas situações. A notificação também vale para o caso de o aluno ter contato com alguém que testou positivo para o novo coronavírus.

O guia de retorno às aulas do Ministério da Saúde coloca a importância de uma comunicação constante entre gestores, trabalhadores da educação, estudantes e familiares como forma de divulgar as ações de prevenção e facilitar a sua execução.

Ouça na Radioagência Nacional:


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Ministro assina portaria com orientações para aulas presenciais

Educação
14:32 | Ago. 04, 2021
Autor Agência Brasil
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O ministro da Educação, Milton Ribeiro, informou que assina hoje (4) uma portaria conjunta com o Ministério da Saúde com orientações sobre o retorno às aulas presenciais nas escolas públicas durante a pandemia do novo coronavírus (covid-19).

A informação foi dada durante audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, em resposta à cobrança de deputados sobre o avanço da vacinação entre os profissionais de educação.

O presidente da comissão, Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), defendeu que o retorno ao ensino presencial ocorra com eficiência e com a garantia de todos os protocolos sanitários necessários. O deputado disse ainda que a dificuldade no retorno às aulas presenciais ,de forma segura, tem prejudicado os estudantes e vai deixar sequelas na população brasileira.

“O senhor tem a obrigação de convencer o ministro da Saúde sobre a importância que é para o futuro brasileiro retornamos as aulas com todas as garantias”, disse o deputado. “A prioridade do governo tem que ser vacina no braço e comida no prato”, acrescentou.

Aureo cobrou ainda a utilização de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) em ações como a compra de equipamentos como computadores e tablets para auxiliar no processo de ensino.

“O dinheiro do Fust está parado, servindo apenas para fazer superavit primário”, disse.

Em resposta, Ribeiro disse que tem trabalhado desde março do ano passado em apoio às redes de ensino e na elaboração de protocolos que garantam um retorno seguro. O ministro disse ainda que também atuou junto ao Ministério da Saúde para inserir os profissionais de educação como prioridade no Plano Nacional de Imunização (PNI).

“Desenvolvemos protocolos em 2020 e, com relação à vacinação, eu fui o primeiro ministro que mandou um documento a Casa Civil pedindo prioridade aos professores e profissionais de educação”, disse.

Levantamento do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), atualizado na última quinta-feira (26), pelo menos nove estados e o Distrito Federal definiram os calendários ou sinalizaram a volta ao ensino presencial ao menos para uma parcela dos estudantes neste segundo semestre.

O ministro, que participa da audiência pública, prestou esclarecimentos sobre a denúncia contra o Centro Universitário Filadélfia (Unifil), de Londrina (PR), suspeito de fraudar o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), sistema que avalia o ensino superior, em 2019.

Na denúncia, estudantes do curso de Biomedicina teriam recebido as respostas dos testes da coordenadora, que teria recebido antecipadamente o exame. Após a denúncia, investigação do ministério e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enade, concluiu, no final do ano passado, não haver indícios de fraude no exame.

O autor do requerimento, Leo de Brito (PT-AC), citou uma reportagem do jornal Folha de São Paulo, apontando que houve interferência direta do ministro para favorecer a instituição e isentá-la de responsabilidades. A Unifil é ligada à Igreja Presbiteriana Central de Londrina, mesma denominação religiosa do ministro.

O deputado lembrou que o ministro chegou a visitar a instituição em duas ocasiões e que se reuniu com o chanceler e o reitor da Unifil, durante o andamento das investigações

“A agenda de um ministro, sabemos, é uma agenda disputada e o ministro vai, dá palestra com elogios à instituição e, no dia seguinte, vai na igreja que controla a universidade”, disse. “É importante que o ministro esclareça todas essas situações. São diversos encontros. É uma relação de muita proximidade. Estamos falando de uma instituição que foi denunciada e que as notas estariam fora dos parâmetros”, afirmou.

O ministro negou haver ocorrido qualquer tipo de favorecimento e disse que encaminhou o resultado das investigações para a Polícia Federal. Ribeiro afirmou  ainda que o fato de ter assistido a um culto não poderia ser classificado como indicativo de ter atuado em favor do centro universitário.

“Houve uma tentativa feita por esse ou por aquele de dizer que eu estaria privilegiando uma instituição por ser desta ou daquela igreja, devido ao fato de eu ter assistido a um culto. Isso não pode ser um indicativo de que eu possa ter ido lá para tentar fraudar um certame. Fui pela amizade que tenho. Quando fui, não fui só para a Unifil, fui nos institutos federais, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Também tenho família e fui visitar amigos em Londrina", disse.

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