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Brasil
NOTÍCIA

Brasil registrou 159 denúncias sobre tráfico de pessoas em 2018, diz governo

Os casos denunciados resultaram em 170 violações e quase 17% tinha finalidade de exploração sexual. As principais vítimas foram mulheres (53,1%)

10:23 | 02/08/2019

A Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), divulgou o balanço anual do Disque 100 - o Disque Direitos Humanos - referente ao tráfico interno e internacional de pessoas no Brasil. Em 2018, foram 159 denúncias que resultaram em 170 violações. Os dados foram divulgados em julho.

Conforme o balanço, a finalidade do tráfico era para exploração sexual ou de trabalho, de adoção, remoção de órgãos e outros tipos.

Confira a tabela:

  Interno Internacional
Exploração sexual 16,9% 8,1%
Exploração de trabalho 6,9% 5,0%
Adoção  7,5% 2,5%
Remoção de órgãos 0,63% 1,8%

Outros tipos                                           57,23%

A maioria (53,1%) das vítimas é mulher. Homens foram 11,7%. O balanço de 2018 também comunicou que a faixa etária das vítimas: de 15 a 17 anos (18,9%), 0 a 3 (7,2%), 25 a 30 (6,31%), 12 a 14 (4,5%), 18 a 24 (3,6%) e recém-nascido (1,8%). Em 54,9% a faixa etária não foi informada.

As avós são as principais denunciadas no que se refere às violações – elas representam 4,2%, seguidas por desconhecidos (2,4%), mães e empregados (ambos com 1,8%) e empregadores (1,2%). Não informados somaram o maior índice: 86,7%.

Segundo as denúncias, as violações geralmente acontecem em casa (34,1%), no domicílio do suspeito (20,2%), na residência da vítima (5%) e no local de trabalho (3%). 

Disque 100

Oferecido pelo MMFDH, o Disque 100 é um serviço de discagem direta e gratuita disponível para todo o Brasil. A ferramenta também pode ser acionada por meio do aplicativo Proteja Brasil.

O serviço tem como função acatar e encaminhar denúncias de violações de direitos humanos envolvendo crianças e adolescentes, idosos, deficientes, pessoas vivendo em situação de rua, população LGBT, igualdade racial, presos, conflitos agrários e urbanos, demandas indígenas, entre outros.