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Entre prêmios e controvérsias, conheça a história do jornalista Paulo Henrique Amorim

O POVO Online preparou uma pequena linha do tempo com a história de vida do jornalista, que morreu nesta quarta-feira, 10

11:12 | 10/07/2019
Paulo Henrique Amorim mantinha o site Conversa Afiada
Paulo Henrique Amorim mantinha o site Conversa Afiada (Foto: Reprodução)

Vítima de um infarto fulminante, o jornalista Paulo Henrique Amorim morreu na manhã desta quarta-feira, 10, no Rio de Janeiro. Com uma trajetória jornalística que se iniciou em 1961, como estagiário no jornal A Noite, Paulo estava afastado desde junho do último emprego, na TV Record. Em mais de 50 anos de carreira, acumulou prêmios e polêmicas.

Confira um pouco da história do jornalista:

“Nasceu no Rio de Janeiro, quando os bichos falavam”. A frase inicia a biografia de Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada, blog criado pelo jornalista, que estreou em 2003. Em entrevista, ele brincou que não gostava de falar a idade e a altura, mas sabe-se que nasceu em 22 de fevereiro de 1942.

Formado em Sociologia e Política pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, começou no ramo jornalístico em 1961, como estagiário do jornal A Noite, onde participou da cobertura da renúncia de Jânio Quadros da Presidência da República. Entre 1964 e 1968, foi repórter das revistas Manchete, Fatos & Fatos e Realidade, além de repórter do escritório da Editora Abril no Rio de Janeiro.

Como editor, trabalhou em veículos como Veja, Exame, Jornal do Brasil, Rede Manchete, Rede Globo, Rede Bandeirantes e TV Cultura. Foi âncora dos programas Jornal da Band e Fogo Cruzado, da Bandeirantes, apresentador de programas econômicos da Rede Globo e programas da TV Record, como o Domingo Espetacular, que apresentou de 2006 até junho último.

Amorim foi o primeiro correspondente da revista Veja em Nova York. Na mesma revista, mas como editor de Economia, recebeu o prêmio Esso de reportagem por um trabalho sobre a distribuição de renda. Na carreira, ainda conquistou prêmios de melhores programas jornalísticos da televisão, da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), pelo Jornal da Band e Fogo Cruzado.

Autor de quatro livros, dentre eles O Quarto Poder - Uma outra história, obra onde Amorim se desafia a falar sobre o que “as notícias nunca deram: o lado de dentro do jornalismo”. Atualmente, mantinha o Conversa Afiada.

Filho de Deolindo Amorim, também jornalista, Paulo Henrique começou a trabalhar na imprensa desde cedo, seguindo os passos do pai. PHA era casado com a jornalista Geórgia Pinheiro e tinha uma filha, Maria Amorim.

Controvérsias

Durante mais de 50 anos de profissão, Amorim se envolveu em diversas polêmicas com políticos e outros jornalistas. Ele foi condenado a indenizar por injúria e difamação diversas personalidades, como Gilmar Mendes, Ali Kamel e Heraldo Pereira. No caso deste último, foi condenado por injúria racial, após dizer, em seu blog, que Heraldo era um “negro de alma branca”.

O jornalista era um forte crítico da imprensa e da política brasileira. Ele foi um dos criadores da sigla PIG, o Partido da Imprensa Golpista, que se refere à parte da imprensa que se mostra, segundo os adeptos, tendenciosa.

Paulo Henrique estava afastado do programa Domingo Espetacular, na TV Record, desde junho deste ano. Em nota, a TV afirmou que o afastamento teve a ver com uma reformulação na emissora - mas especula-se que PHA foi afastado por apresentar opiniões contrárias às defendidas na emissora.

 

Redação O POVO Online