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Brasil
NOTÍCIA

Agentes penitenciários do Ceará atuarão em intervenção nos presídios do Amazonas

Chacina ocorrida no sistema prisional do Amazonas deixou 55 mortos

10:13 | 29/05/2019
Cinquenta e cinco presos morreram nas unidades
Cinquenta e cinco presos morreram nas unidades(Foto: Sandro Pereira/AFP)

Atualizada às 18h48min

Vinte agentes penitenciários do Ceará embarcam nesta quarta-feira, 29, para o Amazonas para colaborar na Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária que começou a atuar nas penitenciárias de Manaus após chacina que deixou 55 mortos. O Estado do Amazonas pediu apoio ao Governo Federal para intervenção nas unidades. A situação é monitorada pela União.

A Portaria nº 564, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que autoriza a atuação dos agentes, está publicada na edição desta quarta do Diário Oficial da União.

Os agentes cearenses seguem hoje para o Amazonas
Os agentes cearenses seguem hoje para o Amazonas (Foto: Divulgação/SAP)

Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o titular da pasta, Mauro Albuquerque, realizou nesta manhã a última reunião com os 20 escalados, que passaram por treinamentos no novo modelo de gestão implantado por Albuquerque no sistema penitenciário cearense.

Em entrevista na rádio O POVO CBN na tarde de hoje, Mauro explicou que os agentes cearenses são especializados em intervenção. "É um pessoal extremamente capacitado que está indo para realmente reforçar e resolver o problema, essa situação em Manaus", esclareceu. Conforme o secretário, os integrantes do grupo enviado para o Amazonas são integrantes de sete grupos regionais de operações. "Nós tiramos dois ou três (agentes) de cada grupo e formou esse time pra poder nos representar lá e ganhar uma grande experiência em outro sistema penitenciário".

Segundo avaliação do secretário, para conter tais eventos de violência o estado deve ter controle total, não podendo, por exemplo, ceder espaço para as facções. "No momento em que você empodera a facção dando uma unidade para ela, todo mundo que entra lá fica escravo da facção. É o Estado que tem que tomar conta. Neste caso específico (Amazonas) foi uma facção que rachou, é uma coisa bem previsível. Já que houve uma crise você tem que ter poder de resposta imediato para poder intervir", exemplificou Albuquerque.

Os agentes permanecerão nas unidades do Amazonas por tempo indeterminado. Mauro Albuquerque não descartou a possibilidade de mais agentes cearenses serem enviados para auxiliar a intervenção, desde que haja a necessidade.

Redação O POVO Online