PUBLICIDADE
Brasil
NOTÍCIA

Motoristas da Uber fazem paralisação nesta quarta

Em Fortaleza, a recomendação da Associação dos Motoristas Privados Individuais de Passageiros (Ampip-CE) é que os motoristas desliguem os aplicativos, mas evitem protestar em frente às empresas

10:35 | 08/05/2019
NULL
NULL(Foto: )

Com início nos Estados Unidos, alguns motoristas brasileiros também irão aderir à paralisação da Uber nesta quarta-feira, 8. O objetivo é protestar por pagamentos melhores para os condutores e pela garantia de mais segurança na hora da corrida. O protesto está sendo organizado por entidades, associações e condutores independentes. Em Fortaleza, a Associação dos Motoristas Privados Individuais de Passageiros (Ampip-CE) recomendou a adoção do protesto por motoristas cearenses.

A princípio, a greve consiste no desligamento do aplicativo durante a meia noite de terça-feira, 7, até meia noite desta quarta, 8. Em meio à abertura de capital da Uber na Bolsa de Valores, motoristas reclamam do pagamento não equivalente ao ganho da empresa e decidiram se manifestar. A decisão de paralisar partiu dos próprios condutores, em várias cidades do mundo.

No Brasil, motoristas de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Tocantins, Pernambuco, Espírito Santo, Bahia e Ceará apoiaram a greve e estão se articulando para parar. A organização está sendo feita, principalmente, pela Internet, em grupos no WhatsApp, por exemplo.

Antônio Evangelista, presidente da Ampip - CE, explica que a reivindicação é também pela revisão da taxa cobrada por quilômetro rodado. Atualmente, são cobrados 0,90 centavos por km, o que é pouco, se comparado ao gasto que motoristas têm com manutenção do veículo. “A corrida mínima, hoje, é de 5,56 reais, um pouco mais que um litro de combustível”, complementa.

Segundo o presidente, as empresas precisam entender a necessidade do reajuste da tarifa, já que o país passa por desequilíbrios econômicos. “Alguns passageiros chegam a perguntar como a gente consegue pagar o carro. É algo que precisa ser melhorado [situação da tarifa], até pro motorista ter condição de dar ao passageiro um serviço melhor”, conta.

Aos passageiros, a associação pede compreensão, pois não é intenção deles prejudicar os usuários. A greve começou na noite da terça, 7, e segue até meia noite de hoje, 8, com tempo de paralisação estimado em 24 horas. O posicionamento em relação à greve é coletivo. Associações e federações de todo o Brasil estão cientes da situação.

Por enquanto, a paralisação ocorre por meio do desligamento dos aplicativos, mas a Ampip não tem informações sobre manifestações físicas. A recomendação é que motoristas evitem protestos na porta de empresas.

No fim do mês de abril, motoristas de transportes alternativos já haviam feito protestos nas sedes da Uber e 99. Uma das motivações principais também era a forma de pagamento das empresas e uma revisão na tarifa cobrada do passageiro, a fim de ser revertida em ganho para os condutores.

Redação O POVO Online