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Brasil
NOTÍCIA

Foto após o parto mostra estudante de 18 anos antes de morrer em hospital

Segundo boletim de ocorrência, Ana Paula Saqui de Paula solicitou cesariana, mas não havia anestesista no hospital e foi realizado parto vaginal com uso do fórceps; bebê passa bem

12:52 | 02/05/2019
Foto tirada após parto mostra Ana Paula com o companheiro e a filha. Ana Paula morreu no último sábado após forte hemorragia.
Foto tirada após parto mostra Ana Paula com o companheiro e a filha. Ana Paula morreu no último sábado após forte hemorragia.(Foto: Reprodução/ G1)

Uma estudante de 18 anos morreu de hemorragia após parto vaginal forçado em hospital de Boituva, interior de São Paulo. De acordo com informações do G1, a família de Ana Paula Saqui de Paula registrou boletim de ocorrência contra o hospital por morte suspeita.

De acordo com o boletim, a família informou que, já aos nove meses de gestação, Ana Paula deu entrada no hospital na noite da última quinta-feira, 25. A médica que a atendeu prescreveu soro com um medicamento e sugeriu que ela esperasse pelo trabalho de parto no hospital ou em casa.

A jovem e o companheiro, Igor Aparecido Pereira, optaram por voltar para casa. Na madrugada de sexta-feira, 26, eles retornaram à unidade e às 12 horas a médica verificou que a dilatação da jovem estava apta para o parto.

Ana Paula pediu que fosse realizada cesárea, entretanto, por falta de anestesista no momento, foi realizado parto vaginal com com uso do fórceps. Após o parto, a jovem foi encaminhada ao quarto do hospital, mas passou a ter hemorragia. Devido à gravidade do caso, a paciente chegou a ser encaminhada a um hospital de Sorocaba (SP), mas não resistiu e morreu antes de chegar na unidade na manhã de sábado, 27.

Estella, filha do casal, nasceu saudável e passa bem. A bebê recebeu alta na terça-feira, 30. Foto enviada pela família ao G1 mostra o casal com a filha Estella, antes de a mãe passar mal.

 

O Hospital São Luiz afirmou nas redes sociais que a Fundação Luiz João Labronici “presta suas condolências à família” e garantiu que “todos os fatos estão sendo apurados”. Na segunda-feira, 29, a Comissão de Ética do hospital abriu uma sindicância.

 

 Redação O POVO Online