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Após tragédia no CT do Flamengo, clubes de São Paulo fecham alojamentos

19:49 | 13/02/2019
As vistorias que a Prefeitura de São Paulo iniciou nesta quarta-feira para avaliar as condições de funcionamento dos centros de treinamento que hospedam atletas profissionais e de categorias de base na capital provocaram efeitos imediatos. O São Paulo suspendeu o funcionamento do CT da Barra Funda temporariamente e os jogadores foram para a sede de Cotia na terça-feira. O Palmeiras decidiu alojar seus atletas da base em um hotel. O Juventus retirou do local dois jogadores que moravam em um alojamento na Rua Javari. A Portuguesa fez o mesmo com três funcionários dentro do Canindé.
Os imóveis residenciais que alguns clubes alugam para os atletas, fora de suas estruturas próprias, também estão sendo fiscalizados. O Corinthians não tem o laudo de segurança específico do Corpo de Bombeiros para abrigar adolescentes em uma residência nas proximidades do Parque São Jorge. O laudo vigente é para consultório médico, que funcionava antes de o clube alugar o local. Os atletas do Palmeiras, que vivem em um prédio nas proximidades do Allianz Parque, vão se hospedar em um hotel da região. O prazo dado aos clubes pela Prefeitura para as adequações é de três meses.
As medidas foram anunciadas na manhã desta quarta-feira em reunião que contou com representantes da Prefeitura e de seis times de futebol: São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Portuguesa, Juventus e Nacional. "Demos um prazo de 90 dias para inspeções, avaliações, acompanhamento, e, nos casos em que ofereça risco à vida, interrupção e interdição, se necessário, pelo poder público", disse o secretário municipal de Esportes, Carlos Bezerra Jr. (PSDB/SP).
Paralelamente, o Ministério Público de São Paulo resolveu abrir investigação sobre a situação dos alojamentos dos atletas da base. O tema ganhou relevância depois do incêndio que matou dez adolescentes no Ninho do Urubu, Centro de Treinamento do Flamengo, no Rio de Janeiro, na semana passada.
Em nota, o São Paulo explicou que levou seus jogadores a Cotia para "atender à demanda enquanto viabiliza a apresentação formal da devida documentação à Prefeitura". O clube do Morumbi foi o único que enviou seu presidente - Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco - para o encontro. Os outros times enviaram apenas representantes da diretoria.
Fontes presentes à reunião - fechada aos jornalistas - afirmam que o cartola reconheceu que "nem todas as instalações podem estar adequadas". "O São Paulo já tomou providências acatando as determinações do poder público", afirma Silvio Di Sicco, representante da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento. Sicco disse que a medida do clube foi tomada por precaução - o CT só seria suspenso caso a fiscalização flagrasse riscos graves.
INCÊNDIO - A maior preocupação dos engenheiros que estão realizando as vistorias é a segurança. O risco de incêndio é o principal critério para definir a eventual interdição de um CT. A referência é o Código de Edificações do Município, que determina as normas de instalações elétricas, prevenção e combate a incêndio, entre outros itens. A Prefeitura iniciou a fiscalização convocando os times filiados à Federação Paulista de Futebol, mas pretende estendê-la para todas as associações.
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