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Dois dos sobreviventes do Flamengo apresentam quadro estável e um permanece grave

19:07 | 09/02/2019
Cauan Emanuel Gomes Nunes, de 14 anos, Francisco Dyogo Bento Alves, de 15, e Jhonata Ventura, também de 15 anos, os três atletas da base do Flamengo que sobreviveram ao incêndio no CT Ninho do Urubu, continuam internados - os dois primeiros seguem em situação estável na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Vitória, na Barra, zona oeste do Rio de Janeiro.
Segundo nota divulgada pelo Flamengo neste sábado, Cauan e Francisco passaram a noite sem complicações e se alimentam normalmente por via oral. Na UTI, eles estão recebendo antibióticos venosos e suporte por máscara de oxigênio. O chefe do Departamento Médico do Flamengo, Márcio Tannure, e o clínico cardiologista do Hospital Vitória, responsável pela internação dos atletas, Fernando Bassan, acompanham de perto a evolução do quadro, segundo a diretoria rubro-negra. Eles serão peças-chave no esclarecimento dos fatos no CT do Fla.
Já o quadro do atleta Jhonata Ventura inspira maiores cuidados. Ele teve cerca de 35% do corpo queimado e precisou ser entubado. Até o fim da tarde deste sábado, ele continuava internado no CTI do hospital municipal Pedro II em estado grave.
O clube informou que o jogador passou o dia sem intercorrências e alterações laboratoriais significativas. "Jhonata está estável hemodinamicamente e sedado, com melhora dos parâmetros respiratórios. Os médicos do clube, Luiz Baldi e Gustavo Dutra, acompanham a situação de Jhonata, que está sob os cuidados do time especializado do Centro de Tratamentos de Queimados", informa o clube.
REUNIÃO COM FAMILIARES - O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, e o vice de futebol do clube, Marcos Braz, passaram a tarde deste sábado reunidos com familiares das vítimas do incêndio. A reunião foi realizada em um hotel na zona oeste do Rio, que o próprio clube carioca disponibilizou para as famílias vindas de outros estados.
A dupla de dirigentes chegou ao local no início da tarde, sem falar com a imprensa. Pela manhã, Landim esteve na sede do clube, na Gávea, comandando os trabalhos do gabinete de crise montado após o incêndio. O Flamengo estuda a possibilidade legal de indenizar os familiares. Os meninos mortos tinham entre 14 e 16 anos e todos representavam o Flamengo nas categorias de base.
Foi o próprio estafe do Flamengo que na sexta-feira telefonou para todos os familiares dos dez garotos mortos no incêndio no seu centro de treinamento. A maioria dos parentes dos atletas chegou ao Rio neste sábado. Desde as primeiras horas de sexta-feira, o presidente do Flamengo procurou os jornalistas para informar a preocupação do clube com as vítimas, com os feridos e com seus familiares. "Não economizaremos esforços para atendê-los", disse o cartola.
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