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Cerca de 100 brasileiros estão detidos em fronteira com Venezuela, impedidos de retornar ao Brasil

Os brasileiros com problemas de saúde mais graves seriam autorizados a cruzar a fronteira na tarde desta terça-feira, 26. De acordo com Ewerton, são entre 10 e 15 pessoas

18:49 | 26/02/2019
Venezuela.
Venezuela.

Não há perspectivas de quando os 100 brasileiros detidos na Venezuela terão autorização para cruzar a fronteira para Pacaraima, em Roraima, segundo informou Ewerton Oliveira, vice-cônsul do Brasil na cidade de Santa Elena do Uairén. Em entrevista à Veja, Oliveira contou que teve autorização para vir ao Brasil buscar alimentos e remédios para os brasileiros que estão feridos, mas nenhum deles foi autorizado a deixar a Venezuela.

Os brasileiros com problemas de saúde mais graves seriam autorizados a cruzar a fronteira na tarde desta terça-feira, 26. De acordo com Ewerton, são entre 10 e 15 pessoas.

Ewerton Oliveira informou, também, que há um grupo de caminhoneiros retidos na cidade de Puerto Ordaz, a 680 quilômetros de distância de Pacaraima. Estes receberam autorização de seguir até a aduana de Santa Elena de Uairén, onde nove motoristas estão retidos e já tiveram que enfrentar dias sem acesso a água e alimentos.

O Consulado do Brasil em Santa Elena estaria negociando diretamente com o comando militar local o retorno desses brasileiros de forma organizada e segura, conforme informou o Itamaraty à Veja. O grupo seria composto de residentes, turistas e caminhoneiros. Um grupo de 30 turistas foi levado até Pacaraima graças a essas negociações.

Os demais consulados brasileiros na Venezuela estão fazendo o mesmo trabalho. Há cerca de 13 mil brasileiros residindo no país, muitos dos quais não têm intenção de retornar. Uma grande parte deles já havia atravessado a fronteira antes da última quinta-feira, 21, quando a divisa foi fechada.

Jornalistas deportados

De acordo com o G1, um grupo composto por seis jornalistas foi deportado para os Estados Unidos nesta terça-feira, 26, após ficarem detidos na sede do governo venezuelano. O Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP) da Venezuela informou que a equipe foi escoltada até o aeroporto pelo Serviço de Inteligência venezuelano.

Redação O POVO Online