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Dois meses após morte de Marielle, Anistia Internacional cobra solução do caso

20:45 | 14/05/2018
14 de maio marca os dois meses do assassinato da defensora de direitos humanos e vereadora, Marielle Franco, e seu motorista Anderson Gomes. O crime permanece impune. Para a data, a Anistia Internacional divulgou um comunicado cobrando uma solução do caso às autoridades de segurança. O documento traz declarações da diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil, Jurema Werneck, dos pais e da irmã de Marielle.

“A cada dia que se passa as chances de que um caso de homicídio seja resolvido diminui. Não podemos deixar que o assassinato de Marielle fique sem resposta porque a impunidade alimenta o ciclo de violência. É muito importante que a mobilização das pessoas seja cada vez maior. Isso é fundamental para a resolução deste caso”, afirma Werneck no comunicado.
[SAIBAMAIS]
Para Werneck, “sem pressão, não haverá solução”. A diretora-executiva diz que a mobilização das pessoas foi fundamental para que o mundo tomasse conhecimento da execução de Marielle, mas que é preciso continuar cobrando os responsáveis pela investigação do crime.

No texto, a diretora-executiva ressalta o abaixo-assinado que a seção brasileira da entidade internacional está promovendo e pede que a investigação seja imediata e completa. “Temos nos mobilizado para que as autoridades não deixem de dar a resposta que toda sociedade, não apenas no Brasil, mas em todo mundo precisa: Quem matou e quem mandou matar Marielle Franco? Não descansaremos até que este assassinato seja esclarecido.”, completa.

“No mês passado, pressionamos as autoridades responsáveis pelo Twitter e a hashtag #MarielleFranco chegou a ficar em 3º lugar dos tópicos mais comentados no Brasil. Agora é fundamental que todos assinem a ação-urgente. E para as mais de 12 mil pessoas que já assinaram a ação: compartilhe o link com seus amigos e familiares para que a mobilização se torne ainda maior. ”, conclui Jurema Werneck.

“Marielle era defensora de direitos humanos, ativista dos movimentos LGBTI e das favelas, negra e bissexual. Aqueles que matam defensores de direitos humanos querem silenciar sua voz, desmobilizar sua luta e gerar um processo mais amplo de medo e silenciamento. Deixar o homicídio de uma defensora de direitos humanos sem resposta é abrir a porta para outros episódios de violência contra outros defensores e defensoras de direitos humanos, ativistas e lideranças comunitárias.”, consta no comunicado da Anistia.

O texto também apresenta mensagens da família da vítima. Marinete da Silva, mãe de Marielle, diz que acredita na seriedade da investigação, e espera que o trabalho continue até que o caso seja solucionado. “Não é uma resposta para família somente, mas para o mundo inteiro. E a luta tem que continuar”, afirma.

"Enquanto tivermos forças iremos exigir justiça ocupando as ruas e espaços públicos. Minha irmã era resistência, e é assim que iremos até o final", coloca Anielle, irmã da vereadora assassinada.

“Ela era destemida. Ela nunca se escondeu. Ia de cara limpa e na frente. Ela era muito raçuda e corajosa. Quem a matou fez o oposto. Não colocaram a cara. Se esconderam. São 60 dias de um vazio sem fim”, afirma o pai de Marielle, Antonio Francisco da Silva Neto.
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Dois meses após morte de Marielle, Anistia Internacional cobra solução do caso

20:45 | 14/05/2018
14 de maio marca os dois meses do assassinato da defensora de direitos humanos e vereadora, Marielle Franco, e seu motorista Anderson Gomes. O crime permanece impune. Para a data, a Anistia Internacional divulgou um comunicado cobrando uma solução do caso às autoridades de segurança. O documento traz declarações da diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil, Jurema Werneck, dos pais e da irmã de Marielle.

“A cada dia que se passa as chances de que um caso de homicídio seja resolvido diminui. Não podemos deixar que o assassinato de Marielle fique sem resposta porque a impunidade alimenta o ciclo de violência. É muito importante que a mobilização das pessoas seja cada vez maior. Isso é fundamental para a resolução deste caso”, afirma Werneck no comunicado.
[SAIBAMAIS]
Para Werneck, “sem pressão, não haverá solução”. A diretora-executiva diz que a mobilização das pessoas foi fundamental para que o mundo tomasse conhecimento da execução de Marielle, mas que é preciso continuar cobrando os responsáveis pela investigação do crime.

No texto, a diretora-executiva ressalta o abaixo-assinado que a seção brasileira da entidade internacional está promovendo e pede que a investigação seja imediata e completa. “Temos nos mobilizado para que as autoridades não deixem de dar a resposta que toda sociedade, não apenas no Brasil, mas em todo mundo precisa: Quem matou e quem mandou matar Marielle Franco? Não descansaremos até que este assassinato seja esclarecido.”, completa.

“No mês passado, pressionamos as autoridades responsáveis pelo Twitter e a hashtag #MarielleFranco chegou a ficar em 3º lugar dos tópicos mais comentados no Brasil. Agora é fundamental que todos assinem a ação-urgente. E para as mais de 12 mil pessoas que já assinaram a ação: compartilhe o link com seus amigos e familiares para que a mobilização se torne ainda maior. ”, conclui Jurema Werneck.

“Marielle era defensora de direitos humanos, ativista dos movimentos LGBTI e das favelas, negra e bissexual. Aqueles que matam defensores de direitos humanos querem silenciar sua voz, desmobilizar sua luta e gerar um processo mais amplo de medo e silenciamento. Deixar o homicídio de uma defensora de direitos humanos sem resposta é abrir a porta para outros episódios de violência contra outros defensores e defensoras de direitos humanos, ativistas e lideranças comunitárias.”, consta no comunicado da Anistia.

O texto também apresenta mensagens da família da vítima. Marinete da Silva, mãe de Marielle, diz que acredita na seriedade da investigação, e espera que o trabalho continue até que o caso seja solucionado. “Não é uma resposta para família somente, mas para o mundo inteiro. E a luta tem que continuar”, afirma.

"Enquanto tivermos forças iremos exigir justiça ocupando as ruas e espaços públicos. Minha irmã era resistência, e é assim que iremos até o final", coloca Anielle, irmã da vereadora assassinada.

“Ela era destemida. Ela nunca se escondeu. Ia de cara limpa e na frente. Ela era muito raçuda e corajosa. Quem a matou fez o oposto. Não colocaram a cara. Se esconderam. São 60 dias de um vazio sem fim”, afirma o pai de Marielle, Antonio Francisco da Silva Neto.
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