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Campanha contra homofobia gera críticas com pergunta polêmica

Embora a intenção tenha sido conscientização, fazendo uso das mensagens contra homofobia, na internet o título da campanha não foi bem recebido

19:11 | 17/05/2018
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Nesta quinta-feira, 17, Dia Internacional de Combate à Homofobia, a rádio Jovem Pan FM lançou a campanha "Minha Última Música", que tinha como objetivo conscientizar sobre a homofobia. No entanto, na internet o título da ação não foi bem recebido. "A LGBTfobia mata uma pessoa por dia no Brasil. Se você fosse a próxima vítima, qual seria a última música que você pediria?", diz o texto postado pela rádio.
 
Um grande número de usuários do Twitter contestaram a veracidade da campanha, perguntando se era uma brincadeira de mal gosto. Entre as mais de 2 mil respostas (até as 18h10min), algumas personalidades da mídia também demonstraram sua indignação. Paola Carosella, chef de cozinha e apresentadora do programa MasterChef Brasil, perguntou se a campanha era mesmo séria.
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A cantora drag queen Pabllo Vittar se envolveu em uma polêmica no Twitter por conta da campanha. A sua conta oficial na rede social compartilhou a mensagem e convidou seus seguidores a compartilharem um depoimento, participando da hashtag. Logo em seguida, ao receber reprovação dos usuários do Twitter, a mensagem foi apagada e a própria cantora se desculpou, afirmando que o tweet tinha partido de um membro de sua equipe que, após o episódio, não trabalharia mais com ela. As informações são do site Midiorama
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Embora a maioria tenha reagido negativamente, a campanha continuou e foi feita uma playlist na página oficial da rádio com as músicas que as pessoas sugeriam.
 
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Lançada no Twitter, a campanha era comentada na rádio pelo programa "Pânico", e tinha uma página no site oficial da rádio, onde eles buscavam que os ouvintes compartilhassem uma mensagem contra a homofobia, pedindo uma música e usando uma hashtag #MinhaÚltimaMúsica. 

O programa levou convidados para falar sobre os dados sobre homofobia, incluindo os números de agressões e assassinatos. Mel Gonçalves e Fernando Oliveira (Fefito), ambos apresentadores do programa Estação Plural, da TV Brasil, falaram que os dados eram ainda piores, mas não entravam pras estatísticas pela quantidade de casos de agressão, assassinatos e discriminição que não eram registrados na polícia.
 
Redação O POVO Online 

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