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Brasil
CONFUSÃO

Professora teve nariz quebrado durante protesto na Câmara Municipal de São Paulo

Professores que protestavam contra reforma municipal da Previdência, que era votada na CCJ da Casa

11:46 | 15/03/2018
Professores foram agredidos pela segurança da Câmara de Vereadores de São Paulo (Foto: Reprodução / Facebook)
Um tumulto entre a Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo, a Polícia Militar (PM) e professores da rede municipal da capital paulista ocorreu na tarde desta terça-feira, 14. O confronto ocorreu durante sessão na Câmara de Vereadores de São Paulo que tratava da reforma do sistema municipal de Previdência. Ao menos três professores ficaram feridos, com um deles tendo o nariz quebrado.

Segundo o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal, a GCM e a PM utilizaram bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha contra os educadores.

A assessoria de imprensa da GCM informou que a "informação inicial era de um pequeno tumulto na Câmara". O prefeito de São Paulo, João Dória, disse que houve uma tentativa de invasão da Câmara Municipal por parte dos professores. Dória considerou que houve excessos "das duas partes".

"Houve uma invasão, isso tem que ficar claro, o que não justifica nenhum tipo de violência", disse o prefeito em entrevista coletiva.

Em nota, a presidência da Câmara afirmou que atuou para garantir o amplo debate em relação ao PL 621/2016, que trata da reforma da Previdência municipal. A nota ainda afirma que "eventuais excessos" das forças de segurança "serão apurados". As informações são da Agência Brasil.

Nariz quebrado

Professora teve o nariz quebrado após golpe de cassetete (Foto: WhatsApp)
Na confusão, uma professora, identificada como Luciana Xavier, teve o nariz quebrado por um Guarda Civil durante protesto. A professora foi agredida no momento em que era lido o projeto no Salão Nobre, da Câmara.

Em áudio no WhatsApp, a professora conta que terá de passar por cirurgia após ser atingida por cassetete no nariz. "Eu vou passar por cirurgia, amanhã volto ao médico", disse.

Luciana tem 42 anos e trabalha na rede municipal 14 anos.
 
Redação O POVO Online