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Morte de vereadora do Rio tem repercussão mundial

Indícios de crime contra Marielle Franco apontam para execução

10:07 | 15/03/2018
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O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (Psol), famosa por ser ativista do movimento negro e crítica da violência policial do Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira (14) teve repercussão nos principais jornais do mundo. O caso, mais um registrado na onda de violência no Rio, foi divulgado em publicações norte-americanas como o "The New York Times", "The Washington Post" e a rede "ABC News.

 

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Além disso, a televisão estatal com sede na Venezuela, Televisión del Sur, e o jornal britânico "The Guardian" noticiaram a morte da política. A matéria original foi produzida pela agência de notícias Associated Press e distribuída aos veículos dos EUA.

"Um membro do conselho da cidade e seu motorista foram mortos a tiros por dois assaltantes não identificados em uma rua no centro, no Rio de Janeiro, a segunda maior cidade do Brasil, onde militares foram convocados há um mês após uma onda de violência", diz o texto. O site da TV venezuelana noticiou que "a proeminente ativista brasileira de direitos humanos e a vereadora de esquerda Marielle Franco foi assassinada no Rio de Janeiro".

Segundo a reportagem, ela "faz parte de uma geração de jovens brasileiros negros que estão se tornando cada vez mais vocais dentro e fora de casas de estado. Franco foi eleito para a Câmara em 2016". Já o "The Guardian" ressalta que Marielle era ativista e especialista na análise de violência da PM.

Além disso, o jornal reforça que a vereadora chegou a acusar os policiais de serem agressivos ao abordar os moradores das favelas do Rio. "Marielle Franco, vereadora e crítica da polícia, é executada a tiros no Rio", diz o título da matéria. O "News Deeply", de Nova York, também destacou o assassinato de Marielle com o título: "Das favelas a vereadora, lutando pelos direitos das mulheres no Rio". O jornal peruano "El Comercio", por sua vez, relatou o crime e ressaltou que a vereadora era crítica da intervenção federal na Segurança Pública do estado.

Marielle, 38 anos, estava dentro de um carro no bairro de Estácio, centro da capital fluminense, quando criminosos emparelharam o veículo e abriram fogo. O motorista do automóvel onde estava a carioca, Anderson Pedro Gomes, também morreu. O caso está sendo investigado pelas autoridades locais.

Fonte: Ansa

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