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Brasil
SÃO PAULO

Menina de 7 anos volta da escola de caiaque devido a alagamento

A situação prejudica também os estudOs de Gabrielly, pois devido aos alagamentos, a mãe afirma que é comum a filha deixar de ir ao colégio

10:03 | 14/03/2018
Gabrielly, 7 anos, voltando da escola de caiaque (Foto: Acervo Pessoal)
Devido às intensas chuvas que atingiram a região de Bertioga, no litoral de São Paulo, nos últimos dias, a rua onde mora uma estudante de 7 anos tornou-se um rio. Gabrielly foi flagrada usando um caiaque para voltar para casa após ir à escola. As informações são do portal G1. 

De acordo com a prefeitura da cidade, ações de emergência estão sendo realizadas para amenizar a situação. O registro foi feito na tarde desta terça-feira, 13, quando a estudante saia da escola municipal onde cursa o 2º ano do ensino fundamental, e foi deixada por um ônibus escolar em uma parada a cerca de um quilômetro da casa onde vive com os pais. 

A mãe e dona de casa Paula dos Santos diz que a imagem mostra tudo, que é o registro do descaso com eles. Ela explica que quando a rua alaga, a menina não tem como sair, só se for no colo dos pais ou de caiaque. Paula ressalta que quando chove toda a região fica intransitável. 

A situação prejudica também os estudes de Gabrielly pois, devido aos alagamentos, a mãe afirma que é comum a filha deixar de ir ao colégio. A dona de casa relata também que, nas reuniões, os professores reclamam e dizem que é ruim a menina faltar não só pelo ensino, mas porque ela pode perder o ano. 
Rua onde Gabrielly e a família vivem (Foto: Acervo Pessoal)

Paula acredita que os problemas ocorrem em razão do local não ter sistema de drenagem, e a área não receber atenção da administração municipal. Ela destaca que o mato está alto e, quando chove, rapidamente a rua se torna um rio. A dona de casa relata também que ninguém cuida da região, e que animais como cobras, ratos são comuns. 

A prefeitura confirmou a situação crítica da cidade e disse que trabalhos estão sendo realizados para amenizar os problemas ocasionados pelo volume de chuva. Informou também que está solicitando verbas federais para obras de micro e macrodrenagem, já que 60% das vias da cidade não possuem asfalto ou rede pluvial. Para as intervenções são necessários R$ 30 milhões. 
 
Redação O POVO Online