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Delegado é afastado após testemunhas mentirem sobre assassinato de duas crianças

Cinco pessoas inocentes foram presas suspeitas de participar em suposto "ritual satânico"

16:23 | 16/02/2018
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A Corregedoria da Polícia Civil de do Rio Grande do Sul pediu o afastamento do delegado Moacir Fermino. Ele estava responsável pela investigação do esquartejamento de duas crianças achadas em 4 de setembro de 2017. O pedido foi realizado após a descoberta de que as testemunhas teriam sido coagidas a mentir sobre os autores do crime, levando à prisão de cinco pessoas. 

O crime aconteceu em Novo Hamburgo e as vítimas eram um menino de aproximadamente 8 anos e uma menina de 10 anos. Originalmente, o caso teria ficado a cargo do delegado Rogério Baggio, mas ele tirou férias no final do ano e Fermino assumiu. Logo depois, a justiça liberou a prisão de sete pessoas com base no testemunho que informava que as crianças teriam sido mortas em um ritual satânico.

A mudança no curso das investigações aconteceu quando Baggio voltou das férias e descobriu que as testemunhas teriam sido coagidas a mentir. Uma pessoa foi presa no dia 7 de fevereiro suspeita de oferecer moradia, alimentação e valores em dinheiro para que as testemunhas mentissem. As cinco pessoas previamente detidas tiveram liberdade provisória concedida pela justiça. 

Devido a isso, as investigações do caso voltaram ao ponto inicial. Segundo informações do G1 RS, a Corregedoria afirmou que o afastamento de Fermino foi uma medida cautelar para que o estudo do caso não seja comprometido.
 
Redação O POVO Online 


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