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Transexual que ajudou a destruir carro após briga relata homofobia

O vídeo, que registrou o momento em que o grupo quebra o carro e em seguida toca fogo, repercutiu nas redes sociais como uma discussão entre garotas de programa e um cliente

11:57 | 19/01/2018
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[FOTO2]Ter sido alvo de comportamento homofóbico foi o que motivou a transexual Kerollayne Rodrigues, de 27 anos, e mais seis amigas destruírem um veículo nesta quinta-feira, 18, em Santos, São Paulo. Um vídeo registrou o momento em que o grupo sobe o teto do carro, pisoteia e em seguida toca fogo.

 

As imagens repercutiram como sendo uma discussão entre garotas de programa e um cliente. No entanto, durante desabafo em uma rede social, Kerollayne narra que foi vítima de violência.

"Agora, estamos aqui, na delegacia, esperando eles liberarem a gente, mas não estão tratando a gente mal... Porque contamos nossa versão e ele a dele, mas quem está toda ensanguentada sou ele, ele saiu ileso. Porque, como sempre, as bichas são as erradas. Estou passando por isso graças ao preconceito",  relata.

 

[FOTO1]Ao portal G1, ela conta que estava bebendo no bar com as amigas quando foi abordada pelo agressor: “Ele saiu, começou a me xingar de ‘traveco’ e me deu uma cabeçada”, lembrou. O dono do veículo chegou a fugir no momento da briga, mas depois foi à delegacia. 


A titular da Delegacia da Infância e Juventude (Diju) de Santos, Rita de Cassia Garcia Mendez, confirmou a agressão: " Ele deu uma cabeçada nela na porta de um bar, e tudo começou a partir daí. Por isso, os dois, que são maiores de idade, foram enquadrados como vítimas e autores dos atos", explicou ao G1

 

Duas das envolvidas eram menores de idade: 15 e 17 anos. Elas responderão por ato infracional. “A que arrancou a porta do veículo apenas utilizando o braço tem 17 anos", detalhou a delegada.

 

Assista ao vídeo: 
[VIDEO1]

 

Redação O POVO Online

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