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Pesquisa aponta crescimento do apoio à redução da idade penal para crimes graves

Foram ouvidas pelo Datafolha 2.765 pessoas em 192 municípios. Conforme os dados, homens e mulheres têm opiniões similares

14:59 | 03/01/2018
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Nova pesquisa Datafolha apontou que o apoio da redução da idade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes graves deu um salto de 10% ao longo do último ano, crescendo de 26% em 2015 para 36% em 2017. A implementação da medida somente em casos de crimes graves é compatível com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que está em discussão no Congresso. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

O relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) referente á questão foi apresentado em abril de 2016 e aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado desde março do ano passado. A proposta do tucano fala sobre alternativas indicadas em quatro PECs apresentadas entre 2011 e 2015. Pelo texto do parlamentar, a redução da idade penal será aderida caso a caso - os adolescentes de 16 e 17 anos só serão julgados como adultos quando cometerem crimes graves.

Embora tenha o apoio da maioria da população, o tema deve ter dificuldade para avançar, já que os parlamentares procuram se distanciar de temas considerados polêmicos em anos eleitorais.

A pesquisa

Foram ouvidas 2.765 pessoas em 192 municípios pelo Datafolha. Conforme os dados, homens e mulheres têm opiniões similares. 85% dos homens entendem que a medida deve ser aprovada e 83% das mulheres avaliam da mesma maneira.

Nas regiões do País, os que são mais contrários à redução da idade penal são os nordestinos, sendo 19% da população. Em seguida vêm os nortistas, com 11% de pessoas contrárias, que estão empatados na margem de erro com os moradores do Centro-Oeste, onde 12% das pessoas são contrárias à redução.

As rendas mensais e as diferentes religiões também foram observadas durante o levantamento. Entre os mais ricos, aqueles que recebem acima de dez salários mínimos - R$ 9.540 -, 73% apoiam a alteração da legislação. Dos integrantes da parcela mais pobre da sociedade, que ganham até dois salários mínimos - R$ 1908 -, 83% querem a redução.

Ateus são os que menos defendem a redução da maioridade penal. São 65% a favor e 35% contra. Os praticantes de religiões de matriz africana, a exemplo da umbanda, do candomblé e de outras religiões afro-brasileiras também não são simpáticos à redução. Somente 67% deste público é apoiador da medida.

Já entre os católicos, 86% querem a mudança. Evangélicos e espíritas totalizam 84%. Seguidores que disseram professar outra religião formam o maior índice, com 91% favoráveis.

 

Redação O POVO Online

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