PUBLICIDADE
Brasil
POLÊMICA

Brasileiro que ficou preso por 11 dias na Venezuela diz que premeditou a própria prisão

Diniz afirma que queria chamar atenção para a sua ONG Time to Change the Earth (hora de mudar a terra)

22:33 | 12/01/2018
(Foto: Reprodução/Facebook)

O brasileiro Jonatan Moisés de Diniz, que ficou preso durante 11 dias na Venezuela e foi acusado de ter elos com organizações criminosas, afirmou que premeditou a sua prisão porque queria chamar atenção para o trabalho desenvolvido por sua ONG, a Time to Change the Earth (hora de mudar a terra). As informações são da Folha de São Paulo

As afirmações foram divulgadas por meio de vídeo feito pelo próprio Diniz, na última quarta-feira, 10, em Balneário Camboriú, durante apresentação da entidade em que o rapaz idealizou e é vice-presidente. 

No vídeo, o ativista relata que foi preso porque incitou a situação, além de explicar que ele sozinho não tem voz, mas ao ir para cadeia aconteceu o que estava em seus planos. Ele diz que seu plano foi um “ato sem medo” e que enfrentou pessoas poderosas, ligadas ao presidente e às Forças Armadas. 

Diniz também criticou a imprensa e disse que ninguém nunca perguntou sobre as crianças que ele ajudou, e se concentraram apenas em em relatar os detalhes da sua prisão e seu passado no país caribenho. Desde que chegou à Venezuela, o ativista se tornou mais ativo nas redes sociais, publicou fotos com as crianças que ajudou, com os amigos e da sua ONG. 

De acordo com a Folha, Diniz tem um histórico de problemas psiquiátricos e já foi internado em um hospital de Los Angeles. 
 
A presidente da ONG, Veridiana Maraschin, informou a Folha que o ativista decidiu ir à Venezuela por conta própria. Ela também afirma que naquele momento a entidade ainda estava em processo de fundação, sem cadastro na Receita Federal, conta de banco ou sede.
 
Na terça-feira, 9, Diniz publicou um relato sobre as condições de seus 11 dias em cárcere e informou que só recebeu comida 3 dos 11 dias que passou preso, além de dividir cela com mais oito detentos e sofrido com tortura psicológica. 
 
Redação O POVO Online