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Policiais aparecem rindo em fotos após prisão de traficante da Rocinha

Rogério 157, como é chamado, é um dos traficantes mais procurados do Rio de Janeiro

15:05 | 06/12/2017

(Foto: WhatsApp/Reprodução)

Depois de preso, o traficante Rogério Avelino da Silva apareceu em várias fotos com policiais na Cidade da Polícia, no Jacarezinho, Zona Norte do Rio de Janeiro. Nas imagens, Rogério 157, como é chamado, aparece ao lado dos agentes, que sorriem. Em uma das fotos, o traficante também sorri. A atitude não foi aprovada pelo delegado Gabriel Fernando. Ele considerou que as selfies foram excessivas. Fernando, que é titular da 12ª Delegacia de Polícia, afirmou ainda que o comportamento dos policiais está sendo tratado na Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol). A infomação é do Extra.

Avelino protagoniza uma disputa entre criminosos pelo controle do tráfico na favela da Rocinha. O Disque-Denúncia do Rio oferecia R$ 50 mil como recompensa para quem desse pistas que resultassem em sua prisão. Ele foi encontrado na manhã desta quarta-feira, 6. Na oportunidade, ocorria uma operação das forças de segurança em comunidades da Zona Norte da capital.

(Foto: Reprodução/WhatsApp)
 

O traficante foi encontrado na Favela do Arará, em Benfica. Ele foi levado para a Cidade da Polícia. No momento da prisão, Avelino trajava uma camiseta preta com a frase "wild spirit", que significa "espírito selvagem" em inglês.

Depois de noticiada a prisão do criminoso, moradores da Rocinha, por meio de redes sociais, fizeram publicações referentes a um tiroteio na favela. Conforme informações dos moradores, houve disparos na região do Valão, que seriam de um tiroteio entre facções. Avelino comandava o tráfico na comunidade. Após ter abandonado a facção Amigo dos Amigos (ADA) e integrar o Comando Vermelho (CV), dominou a parte alta da Rocinha.

(Foto: Reprodução/WhatsApp)
 

Em entrevista à reportagem do Extra, um morador, que pediu para não ser identificado, afirmou que tem medo de que a guerra volte. Ele relata que escutou uma "saraivada de tiros" no momento da prisão e, depois, o tiroteio.

Redação O POVO Online