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Em carta ao Papai Noel, menino de SC pede tratamento para o câncer

O menino passou por quimioterapia e radioterapia. Sem poder passar por uma cirurgia, uma injeção poderia estabilizar o tumor, mas o medicamento custa caro e a família não tem como pagar

10:43 | 04/11/2017
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Um menino de 10 anos de Blumenau, Santa Catarina, escreveu uma carta ao Papai Noel com um pedido de ajuda para tratar um câncer. A história foi contada no Jornal do Almoço, programa da NSC TV, afiliada da TV Globo no Estado.

“Querido Papai Noel. Meu nome é Gabriel Martinelle da Rosa. Eu queria ganhar uma vacina. Eu tenho câncer. Eu tenho medo de morrer, sei que é muito ruim”, escreveu o menino na carta. Antes de ser 'entregue' ao Papai Noel, o pedido chegou à assessoria da direção da escola. “Eu fiquei pensando: ‘O que vou fazer, meu Deus?’, depois de ler a carta de uma criança que está pedindo para viver... Realmente, foi emocionante. Cada vez que eu lia, chorava, fui mostrando para as pessoas e daqui a pouco estava todo mundo chorando. A gente sentou e disse: ‘Vamos ter que fazer alguma coisa’”, contou o assessor escolar Eduardo Fortunato.

No começo deste ano, Gabriel descobriu um tumor na cabeça, atrás dos olhos, que causou a perda parcial da visão. O menino passou por quimioterapia e radioterapia. Sem poder passar por uma cirurgia, uma injeção poderia estabilizar o tumor, mas o medicamento custa caro e a família não tem como pagar. Depois de ver o pedido de Gabriel, a direção da escola abriu uma campanha na internet para arrecadar R$ 110 mil necessários para o custeio de um ano de tratamento.

Além de pedir o tratamento, Gabriel deu outras duas opções ao Papai Noel, bem mais fáceis de serem atendidas. “Quinze chocolates para minha turma, 16 seria bom pra mim, porque aí uma barra seria minha... e um Playstation, porque às vezes, eu fico com vontade de jogar”, contou.

A Secretaria de Estado da Saúde informou à NSC TV que esse tipo de tratamento costuma ser fornecido por hospitais que são referência em assistência de alta complexidade. Neste caso, o hospital informou que não dispõe da vacina porque não foi repassada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Redação O POVO Online

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