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Refugiado sírio é hostilizado no Rio de Janeiro: "Saia do meu país"

O estrangeiro, que vende esfirras e outros quitutes árabes, foi agredido verbalmente por um homem por causa do ponto de venda em Copacabana

22:24 | 03/08/2017
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O refugiado sírio Mohamed Ali, de 33 anos, foi vítima de um ataque em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O estrangeiro, que vende esfirras e outros quitutes árabes, foi agredido verbalmente por um homem por causa do ponto de venda. Nesta semana, um vídeo da discussão foi publicado nas redes sociais e viralizou.

“Saía do meu país! Eu sou brasileiro e estou vendo meu país ser invadido por esses homens-bombas que mataram, esquartejaram crianças, adolescentes. São miseráveis", diz o homem que segura dois pedaços de madeira nas mãos gritando. E continua: Adiante no vídeo, ele ai"Essa terra aqui é nossa. Não vai tomar nosso lugar não".

Os comerciantes chegam a derrubar a mercadoria de Mohamed no chão, que pergunta o motivo da agressão. Os homens, então, falam novamente para ele sair do Brasil. Conforme a reportagem do O Globo, o sírio está no Brasil há três anos e estava trabalhando na esquina da Avenida Nossa Senhora de Copacabana com a Rua Santa Clara na sexta-feira, 28 de julho, quando tudo aconteceu.

No vídeo, ainda é possível ouvir algumas pessoas defendendo Mohamed. Uma mulher ainda o orientou a deixar o local diante da confusão. Ele, então, retira os pertences.

Veja vídeo:

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Em nota, a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos (SEDHMI) afirma que acompanha o caso do refugiado agredido. O órgão repudia o ataque de xenofobia, e afirma que já está em contato com a família do sírio, que participou do curso de português oferecido pela secretaria no ano passado, para prestar a assistência necessária. Conforme a reportagem, a vítima não realizou Boletim de Ocorrência.

"É inaceitável casos de xenofobia e intolerância religiosa ainda aconteçam no Rio de Janeiro. Essas pessoas saíram dos seus países por serem vítimas de algum tipo de perseguição e viram no Brasil uma oportunidade de recomeço. Eles trazem uma grande contribuição para a economia do estado, além da rica troca cultural com os fluminenses.", afirma, em nota, o secretário Átila A. Nunes.

Redação O POVO Online

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