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'Brasil será nosso próximo mercado', diz CEO que implantou chips no corpo de funcionários nos EUA

Maioria dos funcionários da empresa de tecnologia Three Square Market já convivem com corpo estranho, do tamanho de um grão de arroz, aplicado com seringa sob a pele entre os dedos polegar e indicador

18:04 | 26/08/2017
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Para substituir crachás, chaves e a necessidade de senhas em computadores e equipamentos eletrônicos, uma empresa de tecnologia, nos Estados Unidos, implantou um chip no corpo de seus funcionários. Em julho passado, o anúncio causou furor. As informações são da BBC Brasil.

 

Hoje, passado o frenesi inicial da imprensa americana, 61 dos 80 funcionários da Three Square Market já convivem com esse corpo estranho, do tamanho de um grão de arroz, aplicado com uma seringa sob a pele entre os dedos polegar e indicador.

 

O chip funciona como um código de barras e permite que leitores digitais identifiquem o nome, a área de trabalho e até mesmo o cartão de crédito dos funcionários que decidem comprar algo para lanchar na cantina da empresa.

 

Em entrevista à BBC Brasil,Todd Westby, CEO da empresa, disse que a adesão por parte dos colaboradores foi totalmente voluntária. "Eu mesmo me surpreendi com o interesse. A moral da história é que somos uma empresa de tecnologia e os funcionários naturalmente se interessam pelo que é novo", conta.

 

A Three Square Market era conhecida até hoje como produtora de máquinas de autoatendimento, como aquelas que vendem latinhas de Coca-Cola no metrô ou substituem o trabalho dos operadores de caixas em supermercados.

 

No futuro, segundo o empreendedor, a tecnologia poderá ser usada para substituir documentos, fichas médicas e até tornozeleiras eletrônicas. "As tornozeleiras eletrônicas existem para monitorar pessoas condenadas, mas são caras e têm logística difícil. O chip resolveria isso", ressalta Westby à BBC Brasil.

 

A empresa de Wetsby, um economista que migrou para a indústria da tecnologia em 1997, é a primeira de que se tem conhecimento nos EUA a implantar chips em funcionários.

 

Agora, com seis patentes diferentes em processo de registro, ele quer vender a novidade para diferentes setores. "Dois hospitais brasileiros já nos procuraram querendo experimentar a tecnologia", diz o executivo à BBC Brasil.

 

Wetsby se limita a dizer que um deles está em São Paulo, mas não revela nomes "porque as negociações ainda estão em andamento".

Redação O POVO Online

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