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Artista cearense leva tear para 33 regiões de São Paulo e produz tecidos para exposição

Segundo o artista, cada lugar gerou um tecido, todos produzidos a partir da inspiração das paisagens, das pessoas e dos sentimentos encontrados

11:25 | 25/04/2017
Alexandre Heberte tecendo em praça de São Paulo
Alexandre Heberte tecendo em praça de São Paulo
[FOTO1] O cearense Alexandre Heberte Mendes de Souza, 44, percorreu São Paulo com um tear e a vontade de tecer cores, rostos e histórias. Natural de Juazeiro do Norte, o artista-tecelão concluiu o projeto Trama São Paulo, no qual visitou 33 regiões paulistanas que serviram de molde para 33 tecituras. O resultado ficou em exposição na SP-Arte.
 
O trabalho de Heberte faz parte do projeto Meio-Fio, da empresa de calçados Melissa, que objetiva contar a história de São Paulo de forma pessoal e criativa. O cearense disputou com 8 trabalhos em 3 categorias e venceu na escolha dos próprios concorrentes. Os outros dois foram eleitos pelo público e por comissão julgadora.
 
O Trama São Paulo foi realizado entre os últimos janeiro e março, até seguir para a SP-Arte. Heberte conta que o maior ganho do trabalho foi o contato humano. “Alguns lugares eram só nomes e eles ganharam rostos, vidas, vivências”, comemora o artista. Ele revela que, quando não sabia onde montar o tear para iniciar o trabalho, eram as próprias pessoas que o indicavam opções. Para o tecelão, isso foi importante pois as pessoas se aproximavam e acompanham todo o trabalho, que durava até sete horas diárias.
 
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A exposição das tecituras ainda contou com performance de Heberte. Ele teceu por horas e em silêncio. Em um dia, chegou revela que chegou a passar 11 horas tecendo sem parar, nem mesmo para ir ao banheiro. A exposição ficou sob a curadoria de Paula Garcia, que trabalha com Marina Abramovic, conhecida por performances que exigem resistência física.
 
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O artista 
 
Heberte é apaixonado por Fortaleza, pelo Cariri, mas foi em São Paulo que se encontrou e vive há 13 anos. Foi por lá que se aproximou, em 2004, do tear e não largou mais. “O tear amplia minha vida”. Atualmente, o cearense concilia os projetos com o curso de licenciatura em Artes Visuais. Sobre o futuro, não descarta voltar ao Ceará para realizar um trabalho ou, não descarta, fazer um “Trama Brasil”, onde poderia percorrer o País tecendo novos tecidos e histórias. 
 
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