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Dia Internacional da Síndrome de Down é celebrado nesta terça-feira

Esse ano, o tema de discussão é " Minha Voz, Minha Comunidade", que objetiva orientar sobre as ações que devem acontecer em todo o mundo

16:40 | 21/03/2017

Neste dia 21 de março, é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down, data criada para enfatizar para as pessoas a importância da luta pela igualdade de direitos e inclusão dos portadores de Down na sociedade.

Esse ano, a data pretende ampliar a participação das pessoas com síndrome de Down na elaboração de políticas públicas. Além disso, a campanha reivindica ainda a capacitação dos portadores na área.


A Síndrome de Down (SD) é uma alteração genética, que afeta o desenvolvimento do indivíduo. “É caracterizada pela alteração no número de cromossomos (trissomia 21). Crianças que apresentam SD apresentam características típicas como atrasos neurológicos. Porém, esses atrasos podem ser recuperados”, explica o neuropediatra André Cabral.
[SAIBAMAIS]
No mundo, a incidência estimada de Síndrome de Down é de 1 em 1000 nascidos vivos. No Brasil, em 700 nascimentos, ocorre 1 com caso de trissomia, cerca de 270 mil pessoas, segundo a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down.

Por ser uma alteração cromossômica, o diagnóstico pode ser feito ainda na gravidez, através de exames clínicos. Não há cura, mas há melhora e a possibilidade de uma qualidade de vida excelente. Os portadores devem frequentar escolas regulares. Mas também precisam de cuidados específicos. "A estimulação precoce é melhor do que a terapia de recuperação. A criança já começa a criar uma independência, de acordo com a capacidade mental de cada um", ressalta André. 


Em Fortaleza, existem associações de apoio às famílias e às pessoas com síndrome de Down.  A Associação Fortaleza Down, por exemplo, realiza um trabalho informativo e colaborativo, além de realizar uma divisão de acolhimento a novos membros.

“Nosso trabalho é de convivência e informação através de palestras voltadas pra saúde e educação, campanhas de inclusão social”, afirma a vice-presidente da associação, Samia Viana. A associação surgiu através de um grupo de mães que se encontravam nos consultórios de terapeutas e pediatras. Atualmente, 280 famílias participam do grupo, sendo 110 cadastradas na associação. Os encontros são mensais com profissionais, palestras e ações educativas.

 

Redação O POVO Online

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