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Amazon provoca e João Doria responde: "doem livros"

Campanha da Amazon critica o cinza de São Paulo, depois que grafites foram apagados. O prefeito da capital paulista acusa a empresa de "oportunismo"

11:35 | 28/03/2017
João Doria (PSDB-SP) se incomodou com a crítica implícita na campanha que a Amazon lançou para divulgar o Kindle - leitor eletrônico pertencente ao grupo - no Brasil. Em comercial divulgado nas redes sociais, nesta segunda-feira, 27, a gigante de vendas na web cita o cinza que cobriu alguns grafites de São Paulo no início deste ano pro decisão do prefeito. O gestor rebateu a empresa, pedindo doações para o município.
 
“Já que a Amazon gosta tanto de São Paulo, gosta tanto do Brasil, ajude a nossa cidade. Ajude a quem precisa. Se vocês gostam realmente, doem livros para as bibliotecas, doem computadores para as escolas públicas municipais, doem aquilo que a população precisa para fazer dessa cidade, uma cidade mais feliz. A população agradece”, disse o prefeito em vídeo publicado em seu perfil oficial no Facebook, na manhã desta terça-feira, 28.  

Na legenda da publicação, Doria ainda revelou seu descontentamento às críticas, acusando a transnacional de oportunismo. “Existem várias formas da Amazon ter uma postura cidadã autêntica e não oportunista”, completou o tucano. 
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A campanha

“Cobriram a cidade de cinza?” é a pergunta que inicia o vídeo, ao lado de imagens de lugares que exibiam grafites até a polêmica decisão de apagar as intervenções urbanas, no início do mandato Doria.

Em seguida, os muros acinzentados são cobertos por projeções de trechos de livros ou citações de célebres escritores. “Os melhores livros, compreendeu, são aqueles que dizem o que você já sabe”, ensina George Orwell, do aclamado “1984”, na primeira projeção.

A propaganda segue por diversos pontos de São Paulo. No final, a campanha arremata: “A gente cobriu o cinza de história”.
 
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Redação O POVO Online
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