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Corpos foram encontrados na fossa da cadeia após rebelião no RN

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte confirmou, no fim da tarde deste domingo, 15, que 27 presos foram mortos

20:12 | 15/01/2017
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Alguns dos mortos da rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz foram encontrados dentro de uma fossa em frente ao pavilhão 4. A maioria foi decapitada e muitos dos mortos foram ainda esquartejados.

No local, cerca de 200 homens circulavam soltos devido à destruição de celas desde março. As informações são do Estadão.

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Rio Grande do Norte confirmou, no fim da tarde deste domingo, 15, que 26 presos foram mortos na penitenciária de Alcaçuz e no Pavilhão Rogério Coutingo Madruga.

[SAIBAMAIS]O Instituto Técnico-Científico de Polícia do Rio Grande do Norte (Itep-RN) montava força-tarefa para identificar os detentos mortos na rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz.

A identificação dos mortos deve começar a partir de segunda-feira, 16, quando familiares devem apresentar fotografias dos presos.

Autoridades

Em coletiva a imprensa no início da noite deste domingo, 15, após um dia de inspeção na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal, as autoridades de segurança pública do Rio Grande do Norte informaram que 26 pessoas – não 27, como noticiado mais cedo – foram mortas durante um motim que começou no sábado, 14.

A rebelião - resultante de uma briga entre integrantes de facções criminosas rivais que cumprem pena na unidade - aconteceu no pavilhão 4 da penitenciária, quando detentos do pavilhão 5, que são mantidos separados, escaparam e deram início ao confronto. O motim foi contido no começo da manhã de hoje, 15. Houve mobilização de todas as forças policiais do estado para conter o conflito, evitando que se espalhasse para outros pavilhões.

O secretário estadual da Justiça e da Cidadania, Walber Virgolino da Silva Ferreira, disse que o cenário no interior de Alcaçuz após a rebelião era de barbárie, com as estruturas muito danificadas e corpos mutilados. Dois corpos foram carbonizados, um semicarbonizado e todas as outras vítimas foram decapitadas.

O diretor do Instituto Técnico-Científico de Polícia (ITEP) , Marcos Brandão, informou que os 26 corpos foram acondicionados em sacos próprios e levados para uma carreta refrigerada sob o cuidado da polícia militar. “Amanhã começam os trabalhos de necrópsia e identificação”, informou. Ele não deu prazo para a identificação das vítimas, mas informou que as famílias de detentos que estiverem em busca de informações devem ir até o ITEP, e não ao presídio de Alcaçuz.

O secretário estadual de Segurança Pública e Defesa Social, Caio César Marques Bezerra, disse que durante a tarde as forças policiais, incluindo autoridades, soldados e peritos, entraram na penitenciária para realizar a contagem dos presos, a análise da extensão dos danos estruturais e avaliar a quantidade de vítimas mortas e feridas. Também foram feitas revistas nas celas e apreendidas armas caseiras. Um detento fugiu durante a rebelião, mas foi encontrado rapidamente.

Sobre as medidas para evitar um novo massacre, o secretário Virgolino disse que forças de segurança estão na unidade e o policiamento foi reforçado para a noite. “O período noturno exige mais cuidado para evitar que grupos rivais entrem em conflito. A vigilância foi reforçada dentro do presídio, nas guaritas e nos arredores da unidade.”, disse. Ele também informou que homens da Força Nacional estão reforçando a proteção do perímetro da unidade.

O secretário de segurança informou que amanhã haverá uma nova inspeção no presídio pelas forças policiais, incluindo tropa de choque e outras, que vão entrar de novo no local em busca de armas brancas que possam ter sido usadas nas execuções.

A Polícia Civil disse que esta semana serão instaurados os inquéritos para investigar as mortes. Sobre a transferência de líderes da rebelião para outros presídios, o secretário Bezerra disse que elas vão acontecer se houver necessidade, mas que ainda é cedo para se ter uma posição oficial. “As transferências serão realizadas de acordo com o resultado das investigações e vão ocorrer se for necessário”, falou.
 


 

Redação O POVO Online com informações da Agência Brasil

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