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Por falha de procedimento, criança embarca em voo errado

O pai da criança informou que tinha comprado uma passagem de voo direto do Rio à Vitória, mas a criança desembarcou em Curitiba

18:04 | 04/12/2016
Romão agachado ao lado de uma árvore de Natal com um papel com a frase:
Romão agachado ao lado de uma árvore de Natal com um papel com a frase: "Gol, o meu filho não é mala para ser extraviada"

[FOTO1]Na tentativa de passar o seu aniversário de 33 anos com o seu filho de seis anos, o professor  Wanderson Romão comprou uma passagem do Rio de Janeiro à Vitória para a criança.  Entretanto, o menino desembarcou em Curitiba, no Paraná, sem autorização dos responsáveis. Romão publicou o caso em seu perfil no Facebook com o título: “Gol, meu filho não é mala para ser extraviado”.

 

 

O pai mora em Vitória, no Espírito Santo, enquanto o filho reside no Rio de Janeiro junto com a mãe. Há um ano que os dois não se viam. Para matar a saudade, Romão comprou uma passagem de voo direto de ida e volta do Rio à Vitória que custou R$ 750 mais taxa de serviço de acompanhamento para criança no valor de R$ 100.  

 

 

Segundo o relato do professor, o garoto portava todos os documentos necessários, como contatos dos responsáveis e uma autorização judicial para viajar desacompanhado para três estados onde tem familiares: Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro. “Meu filho foi deixado pela mãe no aeroporto do Galeão às 16h e entregue aos funcionários da GOL”, disse Romão em seu texto no Facebook.  

 

 

O avião decolou às 17 e aterrissou no aeroporto de Vitória às 18h20min. Na saída do desembarque, o filho do professor não apareceu. A princípio, ele pensou que o garoto tivesse perdido o voo. Entretanto, ao olhar o seu email, havia duas correspondências da companhia que confirmava o embarque da criança. “Foram as piores horas da minha vida, pois percebi que o meu filho tinha desaparecido”, relatou.

 

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Ao questionar sobre informações do seu filho, a atendente da companhia aérea perguntou se o professor se ele havia comprado a passagem por Smiles, programa de milhas da Gol. “A atendente me perguntou se eu tinha comprado as passagens por Smiles. Neste caso, iriam me direcionar para o 0800”, contou. Logo depois, Romão acionou um agente da Polícia Federal do aeroporto de Curitiba.

 


“Depois de uma hora, tive a informação de que meu filho havia chegado, mas em Curitiba, capital do Paraná. Ele fez o voo sem nenhuma pessoa ao lado da cadeira. Não havia autorização judicial para ele ir ao Paraná”, relatou. Após o ocorrido, a Gol deu a opção a Romão do seu filho ir para Vitória, com escala no Rio de Janeiro. Pela segurança, o pai da criança optou por deixá-lo no Rio. “Se em um voo direto perderam ele, imagina em uma conexão. Ele deveria estar com medo assustado”, explica.

 

 

Em nota, a companhia aérea pediu desculpas aos familiares da criança e ao cliente Wanderson Romão e explicou que houve uma falha no procedimento de embarque do passageiro. “A companhia reforça que, a todo momento, o menor esteve assistido por um colaborador da GOL e que imediatamente manteve contato com a família para prestar a assistência necessária”, esclareceu. Diante da repercussão do ocorrido nas mídias sociais, a companhia afirmou que vai adotar medidas para evitar esses transtornos.

 

 

Redação O POVO Online

 

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