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Conheça André, filho de um vendedor e de uma diarista, aprovado em Yale

Após uma visita à universidade em agosto deste ano e em 15 de dezembro recebeu sua carta de admissão para a graduação gratuita

10:40 | 26/12/2016
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Foram três anos se preparando, duas horas e meia diárias para chegar ao colégio e muitos sacrifícios. Tudo isso trouxe um grande resultado para André Garcia, de Embu das Artes (SP). O rapaz de 18 anos foi aceito para estudar gratuitamente na Universidade de Yale de 2017 a 2021. André vem de uma família de baixa renda, seus pais são uma diarista e um vendedor de produtos de limpeza, e a maior parte de sua educação foi em escolas públicas.

“Sempre quis ter educação de excelência. Comecei a pesquisar mais sobre essas oportunidades e fiquei inspirado”, relatou André em entrevista ao G1. Ele estudou em escola pública até o nono ano do ensino fundamental, até receber uma bolsa em uma escola particular, no Colégio Lourenço Castanho, para o ensino médio. Além do ritmo diferente das aulas na nova escola, André ainda precisou se adequar à viagem de mais de duas horas diárias para a capital paulista.

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Apesar de ainda estar esperando pela resposta de outras instituições no exterior, ser aceito em Yale foi uma grande satisfação para André, como ele conta em uma postagem no Facebook. “Não consigo nem descrever quão feliz estou de saber que fui admitido pela mesma universidade onde Bill Clinton, Hillary Clinton, George W. Bush, Maryl Streep e Jonathan Edwards estudaram”, afirmou. Para André, uma de suas principais dificuldades era o acesso a idiomas estrangeiros. Enquanto seus amigos viajavam e faziam cursos, ele estudava sozinho, com o apoio de editoras que lhe enviavam livros após saberem de sua história.

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Em agosto deste ano ele foi à Yale para falar sobre a pesquisa que formulara para uma de suas aulas optativas na escola, sobre como o aquecimento global poderia interferir na incidência da dengue em Embu das Artes, sua cidade. A visita fez parte do programa Programa "Young Yale Global Scholars". “Me apaixonei, porque além de tudo, incentivam as artes. Eu toco violino, aprendi sozinho, e canto na igreja. Gostei muito de ver que a universidade tem espaços para música, teatro e museus lá dentro. Se encaixa ao meu perfil”, afirmou.

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André ainda não sabe a carreira que seguirá, já que o programa da universidade é diferenciado das brasileiras e, no início, ele terá matérias básicas de todos os assuntos. “Estou me preparando há três anos e faço parte de uma família de baixa renda, que vive em uma comunidade de cidade pequena”, relata.

 

Redação O POVO Online

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