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Black Friday: veja que cuidados tomar na hora da compra e como reclamar

É preciso ficar atentos às ofertas para não cair em promoções fraudulentas; confira dicas

18:43 | 04/11/2016
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[FOTO1] Para movimentar o mercado brasileiro, o Black Friday acontece no próximo dia 25. Mas os consumidores devem ficar atentos aos seus direitos para realizar as compras em segurança. O POVO Online selecionou as orientações necessárias, de acordo com o Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon).

[SAIBAMAIS] Segundo o órgão, o fato de um cidadão fazer compras durante uma liquidação não exclui os seus direitos enquanto consumidor, mas é importante que todos estejam atentos para evitar transtornos.

 
Confira as dicas:

 

Valores

 

Verifique os preços cobrados antes do dia marcado para o Black Friday, por meio dos sites das empresas que participarão do evento. Desta forma, evita-se o risco de cair em promoções fraudulentas.


Formas de pagamento


Caso a opção de pagamento escolhida seja o boleto bancário, deve-se ter maior atenção, pois este é um dos meios mais utilizados para a realização de fraudes na relação de consumo. Pode ocorrer alteração dos dados de pagamento e, dessa forma, o valor poderá ser desviado para a conta de fraudadores, aumentando o risco do estabelecimento se apropriar do valor pago e não entregar o produto. Preferencialmente, o boleto deve ser em arquivo PDF, por ser mais seguro do que um boleto impresso direto da página da loja na internet.


O consumidor não deve cair no golpe e enviar o dinheiro com urgência à fornecedora sob a alegação de que o produto está na iminência de acabar no estoque. Por isso, faz-se novamente necessária a verificação da procedência da loja. No caso de compras parceladas, caso ocorra algum problema, a lei permite o bloqueio do pagamento.


Entregas e trocas de mercadorias


Confira o prazo de entrega da mercadoria em domicílio, que deve estar registrado na nota fiscal ou recibo;

Atentar para as políticas de troca e devolução, que podem ser alteradas pelas lojas;

Analisar atentament
e as letras de rodapé e eventuais condições diferentes de entrega que a loja possa aplicar nesse período;


Examinar a mercadoria e só assinar o documento de comprovação de recebimento após confirmação das condições do produto (qualquer irregularidade deve ser justificada e a empresa responsável deve resolver o problema);


Pesquisar na internet eventuais referências sobre o site.

 
Antes da compra, verifique a confiabilidade da loja, veja se o site contém a razão social, CNPJ, endereço e canais de contato da fornecedora, pois, caso ocorra algum problema, localizar a empresa será fundamental para a solução;

Prefira fornecedores já conceituados no mercado;

Instale programas de antivírus e o firewall. Estes softwares impedem a transmissão e/ou recepção de acessos nocivos ou não autorizados. Mantenha-os sempre atualizados em seu computador;

Nunca realize compras online em lan houses, cyber cafés ou computadores públicos, pois estes podem não estar adequadamente protegidos.


Onde registrar reclamação


Caso o consumidor queira reclamar de alguma ilegalidade referente às relações consumeristas, a orientação é que vá pessoalmente ao Decon, ou por intermédio de procurador, para formalizar reclamação.

 

É necessário apresentar cópia do RG, CPF, comprovante de residência e documentos que comprovem a denúncia, como: boletos de pagamento, trocas de e-mail, protocolos de atendimento, dentre outros. O Decon funciona das 7h às 14h, de segunda a sexta-feira, e fica localizado na rua Barão de Aratanha, 100, Centro. É realizada a distribuição de senhas limitadas no início do dia.

 

A reclamação também pode ser formalizada através da internet no site www.consumidor.gov.br. Neste caso, o cidadão se comunicará diretamente com as empresas participantes. Ao participar da plataforma, os estabelecimentos se comprometeram a responder as reclamações de seus consumidores no prazo máximo de até dez dias.

Outra opção, é procurar o Juizado Especial Cível e Criminal no Fórum da sua cidade para ingressar com ação. Caso o valor da causa seja de até vinte salários-mínimos, não é necessário advogado.

Redação O POVO Online

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