PUBLICIDADE
Notícias

Mulher que agrediu Cunha é professora aposentada e passa noites no aeroporto

A senhora de 56 anos disse que não imaginava ficar famosa na internet

11:45 | 14/10/2016
A senhora de 56 anos está no aeroporto com Eduardo Cunha caminhando atrás dela
A senhora de 56 anos está no aeroporto com Eduardo Cunha caminhando atrás dela

[FOTO1]

Tereza Batista Cansada de Guerra foi como se identificou para a imprensa a mulher que agrediu Eduardo Cunha na última quarta-feira, 12, no Aeroporto Santos Dumont (RJ). A cena da mulher acertando o ex-deputado federal com um chinelo foi registrada e viralizou nas redes sociais. Procurada pela imprensa, a mulher comentou que não esperava ficar “famosa” na internet e só queria expressar indignação.

"Escutei pessoas gritando 'ladrão, ladrão' e pensei que fosse um assalto. Fui ver o que era e dei de cara com coisa pior: o 'maledeto'", disse ao jornal Extra.

O xingamento dá pistas sobre a origem da mulher: Tereza diz ter nascido na Calábria e vindo para o Brasil aos 12 anos. Atualmente, aos 56, ela se apresenta como professora de História aposentada pelo estado. Também graduada em Antropologia, afirma não entender como a população aceita figuras como Cunha.

"Enquanto eles roubam milhões, faltam saúde, educação e respeito. É muita indolência. Tudo é na base do deixa para lá. Mas eu sou carcamana e não aceito. O sangue é quente", garante.

Tereza mora em Vassouras, no Sul do estado, e está no Rio para acompanhar a filha, internada no Inca. Ela passa as noites no aeroporto porque diz não ter como pagar hospedagem.

"Não sou líder de nenhum grupinho. Não sou boa nisso, mas ele viu que sou boa de mira", diz, aos risos. "Nunca participei de grupos políticos. Só estou fazendo agora o que não fiz na juventude", completa.

Cunha utilizou seu perfil no Twitter para fazer piada com a situação. “Se perderam suas boquinhas, o problema é deles", escreveu. De acordo com Tereza, ele a teria chamado de “petista”. Ela, contudo, nega qualquer relação com o PT.

"Não queira imaginar se o Lula passasse por aqui. Seria ainda pior" — assegura.

Redação O POVO Online

TAGS