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Jornalista torna-se motorista de Uber como forma terapêutica

O ex-editor do caderno de "Veículos" da Folha de S. Paulo, Luís Perez, conta suas experiências como parceiro da Uber em seu blog

16:11 | 26/07/2016
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Ex-editor do caderno de “Veículos” da Folha de S. Paulo tornou-se motorista da Uber e compartilha sua experiência em seu blog no site Uol. O jornalista Luís Perez trabalha como “parceiro da Uber” por uma recomendação médica. Segundo ele, “Uberar” é uma forma terapêutica de ganhar um dinheiro a mais, fazendo o que gosta: dirigir e conversar com pessoas diferentes.


“Quando dizia a algumas pessoas que pretendia como hobby dirigir para a Uber, elas torciam o nariz. “Você fez jornalismo, história, pós-graduação...” Típico de uma cultura limitada, algo muito comum por aqui”, contou o jornalista em seu blog sobre a reação de amigos e familiares sobre a sua decisão. Para ele, a surpresa das pessoas ao saber de seu novo hobby é motivada por um pensamento que desprezam qualquer tipo de trabalho, que exige pouco conhecimento intelectual.

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Luís explica a diferença entre realizar uma atividade “braçal” como importante fonte de renda e funções exercidas como hobbies. Na perspectiva do jornalista, suas experiências como motorista da Uber lhe proporcionaram mergulhar “em um universo fascinante que tem a ver com mobilidade, tecnologia e comportamento humano”.


Experiência
Em uma matéria para a Folha de S. Paulo, o jornalista compartilhou algumas experiências como motorista. Segundo ele, “tornar-se Uber” disciplinou-o no trânsito por ser sempre observado e avaliado pelos passageiros. “Nada de avançar um pouco mais na faixa de pedestres, acelerar quando vê o amarelo ou teclar no celular nem mesmo nas paradinhas no sinal. É preciso ser ‘100%’ civilizado”, relatou na matéria para a Folha de S.Paulo.


Além disso, relata os comentários e até mesmo ameaças dos taxistas aos parceiros da empresa. Os investimentos para agradar clientes e as despesas burocráticas, como exame psicotécnico e seguro para passageiro, que resultou no total de R$ 300,39. ''O que é isto? Um parque de diversões?’’, perguntou a passageira ao constatar que no meu Uber ofereço Dadinho (doces em formato de cubo)”, descreveu a reação da cliente ao ver os seus “mimos”.

 

Redação O POVO Online

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