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Hóstias para fiéis intolerantes ao glúten são ofertadas no Recife

Diferentemente da tradicional, a hóstia especial é produzida por uma farinha com menos de 10 partes de glúten por milhão

18:42 | 23/05/2016
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Uma Igreja católica de Recife passou a oferecer hóstias sem glúten aos fiéis que sofrem com a doença celíaca. A ideia surgiu após um pedido de uma mãe que tem uma filha sensível ao glúten. Diferentemente da tradicional, a hóstia especial é produzida por uma farinha com menos de 10 partes de glúten por milhão. Para os católicos, a hóstia, quando consagrada, representa o corpo de Jesus Cristo e seu sacrifício. As informações são do G1.
 
Para o padre Luciano Brito da Igreja Nossa Senhora de Fátima, a mudança não altera a essência da eucaristia. “Depois da consagração, é o corpo de Jesus Cristo, é eucaristia que alimenta nossa vida espiritual, que sustenta nossa fé, que dá cada vez mais sentido a toda mulher e a todo homem que comunga”, afirmou o pároco.
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Pessoas portadoras da doença celíaca podem apresentar uma simples fadiga, artrite, desconforto gastrointestinal ou erupções na pele.  A estudante Maria Eduarda, 14, é uma das fiéis com essa sensibilidade. Até o surgimento da hóstia sem glúten, a jovem comungava apenas com o vinho consagrado, que para os católicos é o sangue de Cristo. 
 
“Eu ia comungar e todos ficavam olhando porque era uma parte separada, no canto do altar. Antes de fazer a eucaristia, eu perguntava porque meus amigos comungavam normalmente e eu não podia. Sempre perguntava para minha mãe se um dia eu conseguiria comungar. Minha mãe estudou e descobriu que existia a hóstia sem glúten e desde então venho comungando”, contou a garota. A mãe de Eduarda foi quem solicitou a hóstia especial.
 
A mudança foi bem recebida, tomando grandes proporções. Até o momento, cerca de dez pessoas comungam com a hóstia sem glúten na Igreja Nossa Senhora de Fátima. Outras duas igrejas de Recife também adotaram a ideia. “Nós temos a intolerância e como nós temos nossa comunhão diária, realmente, essa ingestão do trigo, do glúten, faz a diferença, provoca algumas reações colaterais”, disse a secretária Edineia Araújo, 58.
 
Redação O POVO Online 

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