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Transexual "crucificada" na Parada Gay de SP tem indenização negada pelo Tribunal de Justiça

Viviany Beleboni ingressou com seis ações por danos morais, contra diferentes pessoas, no Tribunal de Justiça de São Paulo

13:30 | 09/03/2016
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A modelo transexual Viviany Beleboni, que se destacou na Parada Gay de São Paulo ao simular uma crucificação, em 2015, teve o pedido de indenização negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). De acordo com o portal Exame, Beleboni propôs a reparação após sofrer ameaças pelas redes sociais.
 
Segundo ela, os ataques foram resultado de eventual "discurso de ódio" proferido pelo senador Magno Malta (PR-ES). O senador afirmou que a modelo "passou dos limites e semeou a intolerância e o desrespeito à liberdade religiosa". Ainda de acordo com o discurso dele, a ação da transexual foi "nefasta, inescrupulosa e reprovável".
 
Em entrevista ao O POVO, em junho do ano passado, a modelo explicou que a encenação foi um ato político. "Eu queria chamar atenção para as mortes e para a violência sofridas diariamente por gays e GLBTs. Jamais quis atingir a imagem de qualquer tipo de religião. Jamais passou pela minha cabeça que pudesse acontecer isso". 

Beleboni afirmou que sofreu ameaças de agressão e ingressou com seis ações por danos morais, contra diferentes pessoas, no TJSP. Em agosto do ano passado, ela foi agredida próximo de sua casa, no Centro de São Paulo. A transexual publicou um vídeo no facebook mostrando as marcas da agressão.
 
"(Eu fui) agredida por uma pessoa que fala que é de Deus", relatou no vídeo. "Estou com o olho inchado, meu rosto foi cortado, meu nariz tá todo inchado, ensanguentado. Se era isso que vocês inimigos queriam, vocês conseguiram". A modelo não registrou boletim de ocorrência.
 
Redação O POVO Online
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