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No Paraná lei que obriga pet shops a filmar serviços começa a valer

Os serviços devem ser gravados e armazenados por seis meses além de fornecidos para os clientes

13:54 | 29/01/2016
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A lei começou a valer neste mês obrigando pet shops a gravarem serviços de tosa e banho de cães e gatos no Paraná. Aprovado em 2014, o projeto teve dois anos para adaptação e visa combater denúncias de maus tratos dos animais nos estabelecimentos. Antes da lei entrar em vigor, os pet shops já tinham a responsabilidade de permitir aos clientes a visualizar os serviços no local por meio de vidros transparentes.

[SAIBAMAIS3]Nesta nova etapa os estabelecimentos devem gravar os serviços, armazenar as gravações por seis meses e fornecê-las aos clientes que os solicitarem.
“Há três anos, quando propusemos a Lei, poucos estabelecimentos ofereciam a transparência no local, muito menos a gravação. Hoje percebemos que as duas medidas têm um custo benefício bom e são eficientes para diminuir denúncias de maus tratos nos locais”, explicou o deputado Rasca Rodrigues (PV), que coordena a Frente Parlamentar em Defesa dos Animais da Assembleia Legislativa.

Os levantamentos feitos com pet shops de Curitiba, pela assessoria do deputado, 70% dos estabelecimentos já oferecem a gravação dos serviços aos clientes ou estão concluindo a adaptação.

A transparência nos locais chega a quase 100%. A proprietária Edna Robasso, do Veterinária Bairro Alto, conta que a adaptação com câmeras é positiva tanto para os clientes quanto para os próprios pets. “Tive um caso de um cliente sugerir que o seu cão foi maltratado durante o banho. Disse a ele que tinha a gravação do serviço e ele nem quis ver. Por isso acho muito importante as adaptações que a Lei pede”, disse Edna. Caso os pets não façam a adaptação estão sujeitos a multa de R$ 10 mil.

Redação O POVO Online

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