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Em Porto Alegre, 57 cavalos vítimas de maus tratos esperam adoção

Os equinos costumam chegar feridos no Abrigo de Animais de Grande Porte, a exemplo de Ceguinho, que foi levado com os olhos sangrando ao local

12:10 | 18/01/2016
Cavalos soltos nas vias de Porto Alegre são encaminhados a um abrigo, em Porto Alegre, onde ficam à espera de adoção. Atualmente, são 57 cavalos esperando por novos donos no Abrigo de Animais de Grande Porte. Os animais ficam em uma área rural, de 27 hectares, sob o trato de Denísio Corrêa, responsável pelo abrigo. Ele mantém contrato com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), de Porto Alegre, que encaminha ao abrigo animais abandonas ou vitimas de maus tratos.

Em três anos de serviços prestados, Denísio Corrêa ajudou na recuperação de 1035 cavalos. Após os cuidados, pessoas ou empresas podem adotar os animais, que recebem microchip de identificação e rastreamento. O aparelho é implantado para que sejam garantidas as condições de adoção. Os animais não podem ser usados para trabalho, como a guia de carroças ou atividades esportivas. O cavalo também não pode ser vendido. Uma vez por ano, a EPTC fiscaliza as condições em que o animal adotado vive.

O adotante pode escolher, por exemplo, "Ceguinho", animal que teve a história contada por Denísio à repórter Aline Custódio, do jornal Zero Hora. O cavalo chegou ao Abrigo de Animais de Grande Porte com os olhos sangrando. Ele está no local há três anos. "Ele teve que aprender até a achar o lugar para beber água. Me apeguei demais a ele", desabafa Denísio.

Redação O POVO Online, com informações do jornal Zero Hora
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